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Delação envolve mais quatro ex-governadores

Suspeita de pagamento de propina nas obras da Arena Amazônia. (Foto: Secom/Fotos Públicas)

Em delação premiada aos investigadores da Operação Lava-Jato, ex-executivos da construtora Andrade Gutierrez revelaram suposto pagamento de propina aos ex-governadores Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), do Amazonas, e José Roberto Arruda (DEM) e Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal. As informações constam dos depoimentos de Clóvis Peixoto Primo e Rogério Nora de Sá – as mesmas pessoas que apontaram supostas propinas ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do PMDB.

Tanto Braga quanto Aziz são senadores atualmente. Em relação a Braga, os delatores afirmaram que havia uma combinação de pagamento de propina de 10% sobre o valor de cada obra da empreiteira. Ao detalhar a licitação da Arena da Amazônia, Primo disse ter se encontrado, em um hotel em Brasília, com o sucessor de Braga no governo do Estado, Omar Aziz. O delator afirmou ter tentado negociar redução da propina e disse que, após e ter se exaltado, Aziz aceitou a redução para 5%.

Segundo Sá, em outra reunião, Omar Aziz pediu propina de 20 milhões de reais à construtora, alegando que a empresa tinha grande volume de obras no Estado e que a verba seria usada para pagar despesas de campanha. O delator afirmou que, ao ouvir que não era possível, o então governador teria insistido e afirmado que, se a propina não fosse paga, o governo estadual poderia “se vingar”. Eduardo Braga, que foi ministro de Minas e Energia, afirmou que a denúncia é absurda. O senador Omar Aziz declarou que seguiu rigorosamente o valor da construção da Arena Amazônia determinada pelo Tribunal de Contas da União. (AG )

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