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Delação premiada de Delcídio do Amaral lança suspeitas sobre Renan Calheiros e Aécio Neves

Delcídio afirmou que Palocci tinha grande influência entre o empresariado (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Segundo reportagem da revista IstoÉ, o acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo na Casa, menciona parte da bancada peemedebista e membros da oposição. O foco de Delcídio seria a bancada ligada ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do colega e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), derrotado nas eleições presidenciais de 2014.

O líder tucano reagiu dizendo que a citação de seu nome por um ex-líder do governo é “mais uma tentativa de vincular a oposição à Operação Lava-Jato”

No caso do PMDB (sigla do vice-presidente Michel Temer), o grupo de Renan seria composto por Romero Jucá (RR), Edison Lobão (MA), Jader Barbalho (PA), Eunício Oliveira (CE) e Valdir Raupp (RR).

Delcídio teria acusado esses parlamentares de “jogarem pesado” com o governo para emplacar dirigentes em órgãos como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A ideia é de que o cerco às empreiteiras deslocou o alvo dos achaques para laboratórios e operadoras de planos de saúde.

Michel Temer

Delcídio ainda teria mencionado o vice-presidente Michel Temer, também do PMDB, como “padrinho político” de João Augusto Henriques, preso por operar um amplo esquema de corrupção na BR Distribuidora no período entre 1997 e 2001, quando o País era presidido por Fernando Henrique Cardoso. (AE)

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