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Delegado da Polícia Federal é preso após atirar contra uma viatura da Polícia Militar, no Rio de Janeiro

O homem dirigia em alta velocidade e atirou ao ser abordado em uma rua. (Foto: Reprodução de TV)

Um delegado da PF (Polícia Federal) foi preso na madrugada desta terça-feira (26), após atirar contra uma patrulha da Polícia Militar, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. De acordo com o relato dos policiais do 2º BPM (Botafogo), Marcelo Costa Prudente dirigia um Renault Fluence em alta velocidade pela Rua Voluntários da Pátria, por volta das 3h30min.

Os policiais, que faziam patrulhamento na região, cercaram o veículo na Rua Sorocaba e, ao tentarem abordar o carro, o motorista disparou várias vezes contra o carro da PM. Segundo a perícia, os tiros foram de dentro do carro do delegado para fora e atingiu a patrulha da PM.

As marcas dos tiros ficaram na lataria do carro da polícia e estilhaçaram os vidros do carro do delegado. Ninguém se feriu. Os policiais conseguiram prender o suspeito, que foi identificado como delegado da Polícia Federal. O caso foi registrado na 12ª DP (Copacabana).

Armas

Em janeiro, o chefe da divisão de controle de armas da PF (Polícia Federal) mandou orientações aos subordinados sobre o novo decreto das armas. No documento, ele afirma que o aumento exagerado do número de armas pode ter consequências nefastas.

As orientações estão em um comunicado enviado a delegados da Polícia Federal que atuam no controle de armas de fogo. O delegado Eder Rosa de Magalhães, chefe da Divisão Nacional de Controle de Armas de Fogo da PF, fez uma espécie de manual sobre como agir diante das novas regras de posse de armas. O decreto prevê a posse de até quatro armas, mas diz que esse limite pode aumentar se comprovada a necessidade como, por exemplo, ter muitas propriedades.

Na orientação interna, um alerta: “nos requerimentos voltados à aquisição de mais de quatro armas de fogo deverá haver uma análise aprofundada voltada a sopesar a ‘efetiva necessidade’, haja vista as nefastas consequências que um aumento exagerado do número de armas em poder dos cidadãos pode acarretar à incolumidade pública”.

O delegado também explicou como deve ser aplicada a ampliação do prazo de validade dos certificados de registro de armas, de cinco para dez anos. Disse que não se trata de uma extensão do prazo de validade por mais dez anos para todos os certificados de registros de armas de fogo que estavam válidos no dia 15 de janeiro de 2019, mas sim de uma extensão da validade a partir da data da emissão.

Sobre o local para armazenar a arma, ele diz: “não há necessidade de comprovação da existência do cofre ou local seguro com tranca. Sendo assim, não há que se falar em necessidade de realizar fiscalizações”. No comunicado, o delegado também abordou as possíveis negativas de registro de posse e falou sobre os casos de pessoas suspeitas de ligações com criminosos.

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