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Delegado do caso Luan explica que houve “emprego de arma de fogo” em agressão no motel

A polícia entende que houve ameaça de morte durante a agressão e que a intenção era fazer Luan sair do Corinthians. (Foto: Divulgação)

O delegado Daniel José Orsomarzo, da Drade (Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva) de São Paulo, encarregado do caso Luan, atendeu à imprensa na tarde dessa quarta-feira (5) e sanou algumas dúvidas sobre a investigação da agressão ao jogador. Na madrugada de terça-feira (4), Luan foi agredido e ameaçado em um motel em São Paulo por torcedores do Corinthians.

Segundo o Dr. Daniel Orsomarzo, a polícia trabalha com o fato de que havia uma pessoa armada na confusão e isso já muda o curso da investigação. “Agora existe o registro formal pelo Segundo Distrito de Barueri de que houve emprego de arma de fogo. Isso muda a atuação da polícia, agora a gente começa a atuar de ofício. O impulso é direto, então eu posso atuar sem a necessidade da manifestação de vontade do Luan ou de qualquer dos amigos dele. (…) Agora saímos de uma ação pública condicionada a representação e partimos para uma ação pública incondicionada onde o delegado atua de ofício. Ou seja, o inquérito já foi instaurado”, declarou.

O delegado também não descartou a possibilidade de ter ocorrido uma tentativa de homicídio e afirmou que “a investigação é dinâmica” e pode ser guiada conforme os depoimentos vão ocorrendo.

“Todas as hipóteses ainda estão sendo analisadas. A tipificação é dinâmica. Então de acordo com os fatos, em um primeiro momento, a gente adicionou o porte de arma, mas é claro que os amigos deles vindo aqui, dando a explicação deles, o depoimento deles, pode se mudar para uma tentativa de homicídio. A investigação é dinâmica”, destacou.

A polícia também entende que houve ameaça de morte durante a agressão e que a intenção era fazer Luan sair do Corinthians. O jogador também já atuou pelo Grêmio.

“Sim, parece que houve essa ameaça, inclusive para ele sair do clube, com um emprego de arma de fogo. Os amigos dele através do advogado que os representa também está sendo contatado para apresentá-los aqui e explicar o que realmente houve. Até então a gente não tinha acesso e nem os vídeos mostram nenhuma arma de fogo”, revelou.

O delegado detalhou ainda os próximos passos do caso. “O primeiro passo é intimar as pessoas que registraram o boletim. Entraremos em contato com o jogador (Luan) e sua assessoria para apresentá-lo na delegacia. Já foi feito diligência até o estabelecimento comercial para verificar essa menção a arma de fogo. Até o presente momento, não tenho esse relato deles. Ontem não teve relato de violência. Até então que teriam entrado na clandestinidade. Me parece que esse motel não tem portão, mas só uma guarita. Mas isso vai ser esclarecido por eles (motel)”, pontuou.

Por fim, Orsomarzo reiterou que Luan não compareceu à delegacia, apenas seus amigos. A única manifestação do jogador até o momento foi a publicação de uma foto nas redes sociais, na qual aparece com uma bermuda ensanguentada junto da frase “não é só futebol”.

“O jogador (Luan) não veio à delegacia e também não compareceu em Barueri. Foram os amigos dele. Isso pode significar que não tem interesse em prosseguir ou então está com medo. Mas isso ele pode ficar sossegado, estamos à disposição dele.”

O clube paulista divulgou uma nota oficial falando sobre o caso: “O Sport Club Corinthians Paulista recebeu com tristeza e indignação a informação de que o atleta Luan foi agredido por supostos torcedores na madrugada desta terça-feira (04), em São Paulo. O clube acompanha a apuração dos fatos e está oferecendo todo o suporte necessário ao jogador, como sempre fez desde a sua chegada, em 2020. Depois de mais um repugnante caso de violência, o Corinthians lamenta o atual momento de intolerância que domina o futebol brasileiro. Nada justifica a agressão covarde sofrida pelo atleta”, informou o Corinthians. As informações são da Gazeta Esportiva e da ESPN.

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