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Demais taxistas que agrediram o motorista do Uber em Porto Alegre também serão presos e perderão a licença

Para dirigir táxi, a EPTC exige a apresentação de certidões negativas emitidas pelas Justiças Estadual e Federal. (Foto: Banco de Dados/ o Sul)

A Polícia Civil de Porto Alegre está fazendo diligências e busca identificar os outros taxistas envolvidos no espancamento do motorista do Uber Bráulio Pelegrini Escobar. As agressões ocorreram na quinta-feira, no pátio do supermercado Carrefour.

Além dos dois homens que foram presos logo depois do crime, já foi identificado um terceiro profissional, que ainda não foi detido. Os três, que já estão com os direitos de dirigir táxis suspensos pela EPTC (Empresa Pública de Transportes e Circulação) até o fim do processo administrativo, prestarão depoimento nesta semana.

Os demais taxistas que estavam trafegando na região no momento do espancamento já foram identificados, e os nomes estão sendo repassados para a polícia, segundo o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari. Eles poderão ser presos e perder suas licenças.

Escobar foi diagnosticado com traumatismo craniano. Ele também sofreu fraturas no maxilar e no braço.

Antecedentes criminais

Os dois primeiros taxistas presos no caso têm antecedentes criminais. Um deles, de 34 anos, possui 12 registros na polícia. O outro, de 29, tem três ocorrências.

Para dirigir táxi, a EPTC exige a apresentação de certidões negativas emitidas pelas Justiças Estadual e Federal. Os dois estavam habilitados porque as fichas deles são limpas. Um deles cumpriu prestação de serviço e pagou multa, e os casos nos quais o outro se envolveu não geraram condenação. A licença deles está suspensa preventivamente.

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