Os preços da soja avançaram no Brasil, com um cenário de procura maior pelo grão no mercado físico. Na quarta-feira (18), o indicador Cepea/Esalq base porto de Paranaguá (PR) teve alta de 0,17%, a R$ 127,49 a saca.
Em boletim, o Cepea disse que a procura por soja para entrega imediata aqueceu o mercado spot, contexto que deu suporte aos preços internos e elevou os prêmios de exportação, sobretudo para embarques de curto prazo.
Em contrapartida, o Cepea lembra que a valorização do real, além da perspectiva de aumento na relação estoque/consumo, limitaram avanços mais intensos nas cotações da soja no Brasil.
Na bolsa de Chicago, o preço ficou praticamente estável, com investidores à espera de novos dados sobre a área plantada nos EUA. A soja fechou a sessão em leve alta, de 0,02%, com os contratos para maio valendo US$ 11,49 o bushel.
Nas demais praças do Brasil, levantamento da AgRural apontou a saca de soja em Ponta Grossa (PR) a R$ 119, queda de R$ 3 em relação à última sexta (13). Em Passo Fundo (RS), a saca terminou o dia cotada a R$ 122, estável. Em Primavera do Leste (MT), o valor foi de R$ 107,50, queda de R$ 0,50. Já em Luis Eduardo Magalhães, a soja ficou em R$ 111, recuo de R$ 1.
Clima no radar
“A procura por soja para entrega imediata aqueceu o mercado spot, contexto que deu suporte aos preços internos e elevou os prêmios de exportação, sobretudo para embarques de curto prazo, apontam pesquisas do Cepea. Do lado da oferta, produtores seguem cautelosos nas vendas, atentos às irregularidades climáticas em parte do País. Por outro lado, a valorização do Real frente ao dólar – que reduz a competitividade do produto brasileiro em relação ao norte-americano – e a perspectiva de aumento na relação estoque/consumo limitaram avanços mais intensos. Segundo pesquisadores do Cepea, o clima segue no radar do setor. O déficit hídrico em áreas do Sul e do Nordeste mantém os produtores atentos e mais resistentes a negociar. No Sudeste, por sua vez, o excesso de chuvas interrompeu a colheita e limitou a disponibilidade da oleaginosa. Apesar disso, estimativas da Conab e do USDA indicam produção recorde no Brasil: 177,98 milhões de toneladas e 180 milhões de toneladas, respectivamente”, diz o Cepea.
