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Demitido, o presidente do Incra continua trabalhando por falta de substituto

O general João Carlos Jesus Corrêa (C) foi demitido da presidência do Incra. (Foto: Agência Brasil)

Demitido na terça-feira (01) depois de uma reunião com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), general João Carlos Jesus Corrêa, continua trabalhando normalmente. Até esta quinta-feira (03), a sua demissão ainda não havia sido publicada no Diário Oficial da União.

Oficialmente, o Ministério da Agricultura não se pronunciou, apesar de o secretário de Assuntos Fundiários, Nabhan Garcia – apontado como o responsável pela queda de Corrêa – já ter indiretamente confirmado a demissão e falado em um substituto “técnico” para o cargo.

Uma fonte disse à agência Reuters que a demissão de Corrêa foi acertada na tarde da última segunda-feira (30) em uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro, Tereza Cristina e Nabhan Garcia, e informada ao general na manhã de terça. No mesmo dia, ao ser perguntada sobre as mudanças no Incra, a ministra da Agricultura respondeu apenas “que mudanças?” e não quis mais tratar do assunto.

Na terça-feira, Corrêa assinou a demissão de três assessores especiais da presidência do órgão e do coordenador do programa de educação. As demissões, no entanto, só foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira.

De acordo com uma fonte que acompanha o assunto, o Ministério da Agricultura ainda não tem um nome para substituir o general e, por isso, ele continuaria a trabalhar como uma espécie de interino. Isso porque todos os cinco diretores do órgão, nomeados por Corrêa, também serão demitidos junto com o presidente.

Também neste caso, as exonerações não foram ainda publicadas no Diário Oficial, mas uma fonte disse à Reuters que isso deve ocorrer nesta sexta-feira (04), assim como a exoneração de Corrêa. Uma outra fonte que acompanha os acontecimentos no órgão conta que Corrêa e seus diretores passaram os dois últimos dias em reuniões internas, à espera da oficialização das demissões.

A demissão do general, nomeado em abril e próximo ao ex-ministro da Secretaria de Governo, o também general Carlos Alberto dos Santos Cruz, é atribuída a Nabhan Garcia e ao embate para levar adiante a promessa de regularização fundiária no País. De acordo com fontes, o secretário e o presidente do órgão divergiam sobre os processos de distribuição de títulos, especialmente na região Amazônica.

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