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Denúncia da Procuradoria-Geral da República pode ser usada como álibi pelo presidente da Câmara dos Deputados para barrar nomeação de Eduardo Bolsonaro como líder

Filho de Jair Bolsonaro está nos EUA desde fevereiro de 2025. Eduardo perdeu o mandato de deputado em dezembro. (Foto: Reprodução)

A denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) poderá ser usada como justificativa pelo presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB), para rejeitar a indicação dele como líder da minoria.

Segundo pessoas próximas a Motta, há uma avaliação de que a indicação de Eduardo como líder, uma artimanha para que ele não perca o mandato enquanto está nos EUA, ficará ainda mais insustentável com a denúncia. O presidente vem consultando líderes e membros da Mesa Diretora sobre o tema.

A possibilidade de a Mesa rejeitar uma indicação de líder não é consensual na Casa. Há, no entanto, um precedente: em agosto de 2021, o então presidente Arthur Lira (PP-AL) rejeitou a indicação de Rodrigo Maia como vice-líder da oposição.

Seis dias depois da indicação, técnicos da Câmara ainda não concluíram a análise sobre se o parlamentar poderá, de fato, exercer o cargo à distância.

No site da Câmara, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) continua aparecendo como líder da Minoria. Ela diz entender que a Motta só cabe chancelar a escolha do partido. “Cobraremos essa semana”, diz.

Motta já se manifestou publicamente sobre a situação de Eduardo ao dizer que “não existe mandato à distância”.

Internamente, técnicos avaliam que há lacunas no regimento sobre a situação, mas que existe uma interpretação de que o exercício da liderança exige a presença física do parlamentar, inclusive no território nacional. Eduardo não está em missão oficial e a estadia nos Estados Unidos não tem autorização formal da Câmara.

O filho 03 de Bolsonaro mora desde março nos Estados Unidos, onde articula com integrantes do governo Donald Trump a aplicação de pressões sobre o Brasil em resposta ao julgamento do ex-presidente.

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo podem pegar até 6 anos e 8 meses de prisão se forem condenados

Denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta segunda-feira, 22, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o blogueiro Paulo Figueiredo Filho podem ser condenados a até 6 anos e 8 meses de prisão, caso recebam a pena máxima pelo crime de coação no curso do processo, com o agravante de crime continuado.

Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que a dupla articulou “sucessivas e continuadas” ofensivas para interferir no julgamento da ação penal da trama golpista. No último dia 11, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu os réus do núcleo crucial, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Com informações dos portais Folha de São Paulo e Estadão.

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