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Denúncias de corrupção atingem o parceiro de Rodrigo Maia

Rodrigo Maia e o aliado, candidato a prefeito do Rio Eduardo Paes. (Foto: Reprodução)

Amigo pessoal e articulador da candidatura de Eduardo Paes à prefeitura do Rio, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não se abala ao ver a Justiça bater à porta do seu aliado e prevê que a denúncia do Ministério Público Eleitoral contra o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes será arquivada depois que o político se defender. Eduardo Paes é investigado por um possível recebimento de R$ 10,8 milhões da construtora Odebrecht na forma de caixa 2. Paes foi denunciado por crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Filho do presidente do STJ contratado por R$ 83 milhões

Chegou a nada menos que RS 83 milhões o contrato firmado pela Fecomércio do Rio de Janeiro, com o jovem advogado Eduardo Martins para “influenciar decisões de ministros do STJ”. O detalhe é que o jovem advogado, é filho do atual presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins. O advogado foi um dos alvos da força-tarefa da Lava Jato fluminense ontem. Após denúncia recebida pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, os procuradores da Lava Jato pediram providências e ontem, quando a PF foi no escritório de Eduardo Martins, encontrou R$ 100 mil em dinheiro vivo e um cheque de R$ 700 mil. O que se investiga é o suposto esquema que teria desviado pelo menos R$ 150 milhões, segundo estima a força-tarefa, do chamado ‘Sistema S’ fluminense (no caso, Sesc e Senac) e da Federação do Comércio (Fecomércio/RJ) entre os anos de 2012 e 2018. Frederick Wassef, que foi advogado da família Bolsonaro, também foi alvo da operação por ter seu nome vinculado a processos da Fecomércio.

Sogro e advogado de Lula

Esta operação da Polícia Federal mirou os advogados Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, defensores de Lula, que dividiam com o então presidente da Federação do Comércio a liderança da organização criminosa. Os três se tornaram réus no caso, ao lado de outros 23 denunciados, por decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Pedido de afastamento do presidente nacional da OAB

Partiu do advogado gaúcho Jari Antonio Guizolfi Espig, presidente da subseção da OAB de São Francisco de Assis e decano dos presidentes das subseções gaúchas da ordem, pedido ao presidente estadual da OAB, Ricardo Breier, para que avalie, junto aos conselheiros da Ordem, pedido de afastamento do presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz.
Santa Cruz, foi citado em uma delação do empresário Orlando Diniz, ex-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio (Fecomércio-RJ). Um documento obtido pelo canal CNN Brasil mostra que Santa Cruz teria solicitado a Diniz, em 2014, dinheiro “em espécie” para a campanha à reeleição da OAB-RJ.

Governador gaúcho afirma que sua reforma não aumenta impostos

No sétimo encontro regional para defender a sua proposta de reforma tributária, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, esteve ontem em Santa Maria, região central do estado, para conversar com lideranças políticas e empresários.

Explicou que a reforma tributária é necessária e desmitificou alguns equívocos criados em torno da proposta. Entre os mitos, segundo ele, está o de que vai aumentar impostos e a carga tributária. “Se o interesse do governo fosse meramente arrecadatório, manteríamos as alíquotas majoradas, pedindo a prorrogação. Estamos abrindo mão de parte da arrecadação, em torno de R$ 194 milhões”, garantiu.

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