Donald Trump voltou a sugerir que uma ofensiva contra o regime cubano está nos planos a curto prazo de seu governo. “Cuba vai cair muito em breve”, afirmou, em entrevista à emissora americana CNN. “Cuba também vai cair. Eles querem muito fechar um acordo.”
“Vou colocar o Marco ( Rubio, secretário de Estado) lá e veremos como isso funciona. Estamos realmente focados nisso agora. Temos bastante tempo, mas Cuba está pronta, depois de 50 anos”, acrescentou. “Estou acompanhando isso há 50 anos, e caiu no meu colo. E estamos indo muito bem.”
De acordo com informações do jornal Washington Post, o Departamento de Justiça dos EUA formou um grupo de trabalho para analisar a possibilidade de indiciamentos contra autoridades e agências do governo de Cuba.
O indiciamento de alguma autoridade cubana graduada poderia justificar juridicamente uma intervenção americana, como ocorreu na captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, no início do ano.
Funcionários do Departamento do Tesouro dos EUA também participarão do grupo, ainda segundo o Washington Post, o que “poderia significar que o governo Trump está considerando mais sanções contra Cuba, que já é alvo de intensas sanções econômicas dos americanos”.
Recorrência
O tema de Cuba foi abordado há menos de um mês pelo presidente americano durante uma coletiva na Casa Branca. Na ocasião, Trump mencionou que considera tomar o país de forma “amigável”. “O governo cubano está conversando conosco, e eles têm problemas muito sérios, como vocês sabem. Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez consideremos uma tomada amigável de Cuba”, afirmou o presidente, antes de embarcar para uma viagem ao Texas.
Rubio disse, no dia 25, em discurso na cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom), que Cuba precisa de “mudanças radicais” – pouco depois de os EUA terem flexibilizado, por “razões humanitárias”, as restrições impostas sobre as exportações de petróleo para a ilha, que atravessa uma grave crise econômica.
Apagões
Washington vinha aplicando um embargo energético a Cuba desde janeiro, alegando a “ameaça excepcional” que a ilha comunista, localizada a menos de 150 quilômetros da Flórida, representa para a segurança nacional dos EUA.
Os apagões ficaram cada vez mais intensos na ilha, cuja eletricidade é fornecida principalmente por usinas termoelétricas movidas a combustíveis fósseis. Também falta gasolina para os carros antigos em que turistas passeiam.
Após um apagão que deixou dois terços da ilha sem luz, Cuba restabeleceu sua rede elétrica na quinta-feira. O centro e o oeste do país, incluindo a capital, estavam sem eletricidade desde quarta-feira por causa de uma falha que provocou um desligamento “inesperado” da central termoelétrica Antonio Guiteras, a principal da ilha, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
