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Depois de 36 anos, Lula se vê “prisioneiro” de novo e tem futuro incerto. A ação da Polícia Federal pode marcar fim melancólico ou ressurreição

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, mantém-se na liderança apesar das menções no noticiário recente da Lava-Jato (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Presidente mais popular da história recente do País, eleito e reeleito na década passada, e responsável direto pelas duas eleições da presidenta Dilma Rousseff a partir de 2010, Lula se viu, na sexta-feira, como em abril de 1980, quando foi preso pela ditadura militar com base na Lei de Segurança Nacional sob pretexto de incitar a desordem coletiva.
A rigor, o então líder metalúrgico lutava por melhores condições de trabalho, pela independência dos sindicatos em relação ao Estado e o direito à liberdade, em todos os níveis, inclusive o de expressão. Curiosamente, na sexta-feira, não foi preso, mas conduzido coercitivamente a prestar esclarecimentos sobre supostos envolvimentos em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, os mesmos que combateu durante boa parte de sua vida pública.
De 1980 a 2016, a vida de Lula sofreu muitas reviravoltas. A prisão naquele ano só fez aumentar o prestígio político do líder metalúrgico que incomodava a ditadura durante as greves na região do ABC paulista.
Há três dias, o petista se viu novamente prisioneiro. O futuro, do ex-presidente e do País, é incerto. Certo é que a história está ganhando novos capítulos, que podem variar de um fim político e melancólico de um ex-presidente à ressurreição retumbante de um líder popular.

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