No meio da tarde dessa quarta-feira, depois de participar do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, em São Paulo, o presidente Michel Temer aproveitou para passar no consultório do urologista Miguel Srougi, seu médico pessoal.
De acordo com o Palácio do Planalto, o exame demonstrou que o chefe do Executivo se recupera bem de cirurgia na próstata, à qual foi submetido em outubro do ano passado para tratar uma hiperplasia benigna do órgão, problema cuja incidência é de 50% para os homens com mais de 50 anos. Na ocasião, ele fez uma raspagem, procedimento considerado de baixa complexidade.
Na virada do ano, contudo, ele apresentou uma infecção após a colocação de uma sonda urinária, o que o obrigou a retomar os exames médicos. Ao todo, o emedebista sofreu três intervenções médicas em 2017: uma para conter sangramento na próstata, outra para colocar um stent em artérias coronárias e a terceira para desobstruir a uretra.
Aos 77 anos de idade (ele completará 78 anos no dia 23 de setembro), o paulista Michel Miguel Elias Temer Lulia é o mais velho presidente da República da história do Brasil. Ele assumiu o cargo em maio de 2016, em meio ao processo de impeachment da então titular Dilma Rousseff, de quem era o vice desde o primeiro mandato da petista, iniciado em 2010.
OMC
Ainda nessa quarta-feira, ao participar em Ribeirão Preto (SP) de um evento relacionado ao lançamento da safra 2018/2019 da cana-de-açúcar, Temer afirmou que o seu governo é alvo de uma oposição política “feroz e que tenta paralisar o País, mas não consegue”. Ele não citou nomes.
Ao apresentar um balanço informal de sua gestão à frente do Palácio do Planalto, o emedebista frisou que o governo federal tem enfrentado obstáculos, representados por instrumentos políticos, jurídicos e “afirmações infundadas”.
“Estamos falando de um governo de um ano e dez meses, mas com uma produção extraordinária. Sem embargo, muitas vezes, de uma oposição política naturalmente feroz e de muitas vezes tentarem impedir que o Brasil cresça, com os mais variados instrumentos”, afirmou o presidente.
“São instrumentos políticos, ora instrumentos jurídicos, ora afirmações infundadas, que tentam, na verdade, paralisar o País”, completou o chefe do Executivo em seu discurso.
Biocombustíveis
Temer também assinou o decreto que regulamenta a Política Nacional de Biocombustíveis, conhecido como “RenovaBio”, sancionada em dezembro do ano passado. O programa tem por objetivo de estimular o uso de combustíveis renováveis e, dessa forma, reduzir a emissão de gases poluentes que são responsáveis pelo efeito-estufa.
A lei prevê o uso de créditos de descarbonização, a serem concedidos a produtoras de biocombustível com base na energia limpa produzida. Os créditos poderão ser vendidos para quem precise de contrapartida pela emissão de carbono de suas produções.
