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Deputada que teve o marido preso no dia seguinte à votação do impeachment se diz atordoada

Parlamentar questionou a ação da Polícia Federal (Foto: Reprodução)

Um dia após o marido e prefeito de Montes Claros (MG), Ruy Muniz (PRB), ser preso em uma operação da PF (Polícia Federal), a deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG) divulgou nota em que se disse “atordoada e chateada” com a investigação. Ela voltou a elogiar o trabalho do marido, como fez durante o seu voto no processo de impeachment no plenário da Câmara dos Deputados, classificando-o como “um gestor ético, que preza pela transparência”.

Raquel questionou a prisão do marido, afirmando não haver razões jurídicas para a ação da PF, que, segundo a parlamentar, não foi baseada em suspeitas de corrupção. “A prisão é ilegal porque não houve risco à ordem pública nem perigo de fuga ou qualquer indício de obstrução da justiça”, argumentou. “Já foram tomadas as providências jurídicas para que o meu marido seja solto e tenho a plena certeza de que a verdade prevalecerá.”

Ela prosseguiu, dizendo acreditar que o seu voto contra Dilma foi consciente e responsável, “pois ajudará na reconstrução do Brasil e devolverá o nosso país aos trilhos do desenvolvimento”.

Eleito prefeito em 2012, Ruy Muniz está preso desde segunda-feira, por suspeita de prejudicar o funcionamento de hospitais públicos, a fim de favorecer uma rede de atendimento particular, gerida pela própria família. (AG)

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