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Deputado gaúcho propõe criar uma CPI do Facebook

Reunião-almoço da Federasul receberá o deputado Jerônimo Goergen e o secretário de desburocratização, Paulo Uebel, excepcionalmente nesta sexta-feira (19). (Foto: Ag. Câmara dos Deputados)

Deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), coordenador da recém-criada Frente Parlamentar Mista Brasil 200, quer propor a criação de uma “CPI do Facebook”. “Vivemos em um País democrático”, disse para justificar a decisão.

Goergen chegou a gravar e divulgar um vídeo nessa quarta-feira propondo a apuração da ação da rede social que retirou do ar páginas e contas ligadas aos coordenadores do MBL (Movimento Brasil Livre) como parte da política da empresa de combate a notícias falsas. “Isso é inaceitável. Estamos estudando a possibilidade de buscarmos assinaturas para a criação de uma CPI do Facebook”, afirmou o deputado no vídeo.

Goergen disse que vai agendar uma reunião com os deputados da Frente na próxima semana para avaliar a situação. “Não tivemos nenhum aviso prévio e quero entender a situação para não fazer algo precipitado”, disse.

O ex-presidenciável Flávio Rocha usou justamente sua página no Facebook para criticar a situação. “Conclamo a bancada do Brasil 200 no Congresso Nacional a tomar posição sobre essa arbitrariedade. Nem no tempo da ditadura se verificava tamanho absurdo”, escreveu Rocha. O líder do PRB na Câmara, o deputado Celso Russomano (SP) disse que iria conversar com o partido para definir quais providências devem ser tomadas.

‘Fake news’

O Facebook tem enfrentado pressão para combater as contas falsas e outros tipos de perfis enganosos em sua rede. No ano passado, a empresa reconheceu que sua plataforma havia sido usada para o que chamou de “operações de informação” que usaram perfis falsos e outros métodos para influenciar a opinião pública durante a eleição norte-americana de 2016, e prometeu combater as fake news.

Agências de inteligência dos Estados Unidos afirmam que o governo russo realizou uma campanha online para influenciar as eleições no país, e casos de grupos políticos que usam a rede social para enganar as pessoas têm surgido pelo mundo desde então. Não há indicação de envolvimento estrangeiro na rede do MBL tirada do ar nesta quarta-feira, de acordo com as fontes da Reuters.

O que diz o Facebook

O Facebook disse que retirou a rede do ar no Brasil após uma “rigorosa investigação” porque os perfis envolvidos eram falsos ou enganadores, violando sua política de autenticidade. A rede social tem um conjunto separado de ferramentas para combater a disseminação de notícias falsas com a ajuda de empresas externas de checagem de fatos.

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