O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) postou nesta segunda-feira (6) um vídeo em sua conta no Twitter afirmando que as imagens eram do ataque dos Estados Unidos ao Irã, na última quinta-feira (2), quando morreu o general iraniano Qassim Suleimani. Drones americanos foram usados para bombardear o aeroporto onde o militar se encontrava, em Bagdá, no Iraque. Outras sete pessoas morreram. As informações são do portal de notícias UOL.
Zarattini disse na rede social que a ação foi “brutal” e pediu aos seguidores que acompanhassem como a ofensiva aconteceu. “Massacre brutal. Veja como os drones americanos mataram o general iraniano Qassim Suleimani”, diz a mensagem do deputado.
Não demorou muito até alguns internautas perceberem que se tratava, na realidade, de imagens de videogame: AC-130 Gunship Simulator: Special Ops Squadron, um jogo para celular. O deputado foi criticado por distribuir fake news na rede social. Em seguida, ele apagou a postagem.
Após a repercussão, Zarattini justificou o erro dizendo que a imagem “era muito similar aos vídeos divulgados pela televisão”.
“Errei. Em meio a essa comoção que estamos vivendo com a escalada de guerra, publiquei um vídeo equivocado dizendo que era do ataque dos EUA no Iraque, quando na verdade era apenas um game. O vídeo era muito similar aos divulgados amplamente pela televisão”, escreveu. “Na próxima vou ter mais cuidado e consultar a moçada antes de publicar. Abraços e feliz 2020 a todos”, completou.
Em 2017, a mesma imagem foi usada pelo Ministério da Defesa russo, ao dizer que forças americanas estavam ajudando o Estado Islâmico contra as forças apoiadas pela Rússia. Na época, informou-se que as imagens mostravam como os comboios do Estado Islâmico deixaram Abu Kamal, na Síria, em direção a áreas controladas pelas forças especiais americanas. Mas internautas identificaram tratar-se do jogo. Assim como no caso do deputado, as postagens foram logo apagadas.
Quem era Suleimani
O general Suleimani, 62 anos, liderava a força Al-Quds dos Guardiões da Revolução, encarregada das operações do Irã no exterior. Era visto como um herói no país e exercia um papel-chave nas negociações políticas para formar um governo no Iraque.
Suleimani, um dos principais personagens do combate às forças jihadistas na região, tinha uma atuação fundamental no reforço da influência diplomática de Teerã no Oriente Médio, especialmente no Iraque e na Síria.
Após se manter discreto durante décadas, Suleimani começou a aparecer nas manchetes dos jornais depois do início da guerra na Síria, em 2011, onde o Irã apoia o regime do presidente sírio, Bashar al Assad.
