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Deputado quer convocar Lula para depor na CPI do BNDES sobre suposto lobby em favor da Odebrecht

Baldy é um dos quatro sub-relatores da CPI. (Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Alexandre Baldy (PSDB-GO) informou em nota publicada na sua página pessoal na internet que protocolará nessa segunda-feira requerimento na CPI do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para convocar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da Odebrecht Alexandrino Alencar. O requerimento pedirá esclarecimentos sobre suposto tráfico de influência de Lula para favorecer a empreiteira, como apontou reportagem da Revista Época deste fim de semana. Segundo a publicação, a empresa teria obtido condições mais do que facilitadas em empréstimos do banco público brasileiro para investir no Porto de Mariel, em Cuba.

A matéria diz que, em visita em 2011 a Cuba, o ex-presidente Lula teria intercedido junto ao governo da ilha em favor dos interesses da Odebrecht. De acordo com documentos obtidos pela revista, o petista reiterou ao dirigente Raúl Castro o desejo de aumentar a presença brasileira no país e citou o compromisso da presidenta Dilmanesse sentido. Ainda conforme a reportagem, Lula disse na ocasião que o financiamento ao Porto de Mariel estava garantido e não haveria mudanças, segundo trecho de telegrama do Itamaraty reproduzido pela publicação.

“O BNDES usou milhões de dólares nas obras do Porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht. Esse investimento foi feito com dinheiro público e se há indícios de irregularidades, a CPI deve averiguar. Precisamos ouvir o ex-presidente [Lula] para falar das viagens e reuniões citadas e o Alexandrino [Alencar], então representante da Odebrecht, maior beneficiária dos financiamentos do BNDES”, afirmou o deputado, que é um dos quatro sub-relatores da comissão.

Baldy ressaltou ainda que a reportagem da revista contradiz o que disse o atual presidente do banco, Luciano Coutinho, em depoimento à CPI do BNDES no dia 27 deste mês, de que Lula jamais interferiu em qualquer projeto de financiamento do banco. “Todo indício de tráfico de influência deve ser averiguado e os envolvidos devem ser punidos”, defendeu. (AE)

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