No fim da noite de quinta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu diversos parlamentares da base aliada e também da oposição, a fim de discutir o cenário político em meio ao impacto bombástico da delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo frigorífico JBS/Friboi, envolvendo o presidente Michel Temer.
Aliados do peemedebista disseram, durante o encontro, que o apoio ao chefe do Executivo federal dependerá, antes de tudo, da capacidade dele em “reorganizar a tropa e rearticular a base aliada”.
A avaliação dos apoiadores de Temer é que, antes da delação, o mandatário do Palácio do Planalto tinha como principal trunfo o discurso de que contava com o apoio maciço do Congresso Nacional – como poucos presidentes da República na história do País – para fazer as reformas econômicas que, segundo ele, permitirão a retomada do crescimento econômico.
Nesse sentido, todo o esforço do governo federal para agradar a aliados – sobretudo com emendas favoráveis e concessão de cargos – tinha por objetivo justamente a aprovação da pauta do ajuste fiscal.
Agora, porém, os parlamentares situacionistas já avaliam que Temer precisará se articular mais e melhor para conseguir novos apoios políticos e manter os já conquistados, evitando assim a perda da governabilidade no Legislativo. Por isso, o mantra da reunião emergencial de quinta-feira foi: aguardar os próximos desdobramentos e movimentos do presidente.
