Ícone do site Jornal O Sul

Desconfiança deve cercar o Brasil na reunião de Davos

Na área ambiental, a presidenta publicou decreto regulamentando lei do ano passado que trata do patrimônio genético do País (Foto: Eric Piermont/AFP)

A elite da economia mundial vai querer saber da presidenta Dilma Rousseff o que esperar de seu governo para 2016, diante da queda pronunciada do Produto Interno Bruto, da instabilidade política, do aumento do desemprego e da forte flutuação da moeda. No fim de janeiro, o Fórum Econômico Mundial realiza seu encontro anual em Davos, na Suíça, e, segundo fontes da entidade, Dilma foi convidada para se dirigir às centenas de empresas que, nos últimos anos, investiram bilhões de dólares no mercado brasileiro.

Os patrões dessas multinacionais querem saber, da própria cúpula do governo, o que será feito em 2016 para o País retomar o crescimento ou, ao menos, deixar de registrar uma das recessões mais profundas do mundo. Os organizadores têm insistido muito que a delegação brasileira ainda inclua o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. “Há muito interesse de nossos membros em saber o que está ocorrendo no Brasil e como a atual crise política e financeira vai ser tratada”, disse um representante do fórum. “Há muito em jogo no Brasil.”

Em 2014, Dilma já ocupou o palco em Davos e, em um discurso, tentou garantir que o País manteria sua taxa de crescimento. Mas fez um apelo para que o empresariado apostasse no Brasil.

Atualmente, esse mesmo empresariado deixa claro que a economia brasileira vem dando claros sinais de perdas. Se por anos a burocracia e carga fiscal eram criticadas, a expansão do mercado doméstico compensava. Agora, com o colapso das vendas em diversos setores, as críticas voltam a se fortalecer.

(Jamil Chade/AE)

Sair da versão mobile