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Desenrola 2.0: saiba como funcionará uso do FGTS para pagar dívidas

A partir de 26 de maio, trabalhadores poderão usar até R$ 1 mil do FGTS para pagar dívidas no Desenrola 2.0. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A partir da próxima terça-feira (26), trabalhadores brasileiros poderão utilizar parte do saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para quitar dívidas no âmbito do programa Desenrola 2.0. A informação foi confirmada pelo Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, conforme divulgado na quinta-feira (21).

De acordo com o governo federal, estima-se que R$ 8 bilhões sejam movimentados por meio dessa iniciativa em todo o país. A expectativa é de que esse montante seja suficiente para auxiliar um grande número de pessoas a regularizar sua situação financeira.

Como funciona o acesso ao benefício

O trabalhador interessado em utilizar o saldo do FGTS no programa deverá se dirigir ao banco e solicitar o cadastro no Desenrola 2.0. O limite para uso dos recursos é de até R$ 1 mil ou o equivalente a 20% do saldo residual do FGTS, o que for menor.

Para facilitar o processo, 10 mil agências dos Correios também estarão disponíveis para auxiliar os trabalhadores a realizarem o cadastro no programa. A medida visa ampliar o acesso, especialmente para aquelas pessoas que enfrentam dificuldades em acessar os serviços bancários tradicionais.

Impacto esperado na economia e no crédito

Segundo dados da Serasa, cerca de 50,5% da população adulta brasileira está com o nome negativado. O governo federal espera que o Desenrola 2.0 contribua para reduzir a inadimplência e promover a recuperação de crédito dessas famílias, o que, por sua vez, poderá impactar positivamente o consumo e a estabilização da economia do país.

A iniciativa é apresentada como uma nova etapa de um programa já existente, voltado à recuperação de crédito dos trabalhadores brasileiros. A expectativa das autoridades é de que, com o nome limpo, as pessoas consigam retomar o planejamento financeiro e ampliar sua capacidade de consumo no mercado interno.

Na quinta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que até o dia 14 de maio, o Desenrola 2.0 já renegociou R$ 10 bilhões, em 1,1 milhão de operações. Segundo ele, 1 milhão de CPFs já foram benfeficiados e 449 mil dívidas foram pagas à vista.

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