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Desmatamento do Pampa teve o menor número da série histórica em 2025

Área de Pampa no Rio Grande do Sul perto da fronteira com o Uruguai e a Argentina. (Foto: Adriano Becker/FZB)

O desmatamento do Pampa teve o menor número da série histórica em 2025, com 305 km² de vegetação nativa perdida no período, uma baixa de 42% em relação a 2024. O número representa a maior queda proporcional nos níveis de desmate entre todos os biomas brasileiros.

Os níveis de desmatamento da mata atlântica também demonstraram melhora, batendo pelo segundo ano consecutivo seu recorde mínimo, chegando a 402 km² de desmatamento em 2025. O valor representa queda de 15% na comparação com o ano anterior, quando a taxa foi de 475 km². Na caatinga, o índice atingiu 2.289 km² em 2025, representando queda de 34% em relação ao período anterior.

Os dados são do sistema Prodes (Monitoramento do Desmatamento por Satélite), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que produz as estatísticas oficiais de desmate do país, e foram divulgados nesta sexta-feira (7).

“O Brasil conquistou, neste momento, um resultado fantástico: o menor índice de desmatamento no país inteiro em dez anos, em todos os biomas”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, em evento na sede do Inpe, em São José dos Campos (SP), se referindo aos números de 2025 do Prodes.

Considerando todos os biomas do país, no ano passado houve 15,6 mil km² de desmatamento, redução de 20% na comparação com 2024.

Amazônia

A área sob alerta de desmatamento na amazônia no último ano caiu ao menor patamar já registrado pelo sistema do Inpe Deter, que iniciou o monitoramento no bioma em 2015. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, foram perdidos 2.874 km² de mata, queda de 36% na comparação com os 12 meses anteriores. Já no cerrado, a queda foi menor, de 8%, e o índice ficou em 5.119 km² no mesmo período.

O Deter emite alertas de que houve desmate em uma determinada área para orientar ações de fiscalização. Já os números oficiais são de outro sistema do instituto, o Prodes, mais preciso e tradicionalmente publicado em novembro.

A redução nas taxas da floresta amazônica representa uma vitória da retomada das políticas de combate à destruição ambiental sob a tutela de Marina Silva (Rede), que voltou a chefiar o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança Climática no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No período de agosto de 2021 a julho de 2022, o último ano-desmatamento cheio do governo Jair Bolsonaro (PL), o Deter registrava 8.590 km² perdidos no bioma – quase três vezes o número atual.

Ane Alencar, diretora de Ciências do Ipam (Instituto de Pesquisa da Amazônia), afirma que uma soma de ações do governo federal explica tamanha redução nos índices de desmate na amazônia: fiscalização mais atuante, embargar remotamente áreas produtivas com derrubada ilegal, restringir o crédito a desmatadores e articulação e repasse de recursos para os municípios abordarem o problema. (Com informações da Folha de S. Paulo)

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