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Dias Toffoli diz que nunca gravou conversas de colegas: “Absolutamente inverídico”

"Não relato conversas pessoais nem institucionais. Nunca gravei uma conversa na minha vida", disse Toffoli. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou à coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que não realizou qualquer gravação da reunião reservada da Corte que discutiu sua saída da relatoria do processo envolvendo o Banco Master.

“É um fato absolutamente inverídico. Não houve nenhuma gravação da minha parte. Nada disso procede”, declarou o ministro à jornalista. Toffoli acrescentou que recebeu com indignação o que classificou como “insinuações” a respeito do episódio e afirmou desconhecer a origem da suspeita. Segundo ele, não é sua prática registrar conversas internas do tribunal.

“Eu não gravo e não fico relatando conversa de ministros. Não relato conversas pessoais nem institucionais. Nunca gravei uma conversa na minha vida”, afirmou. As declarações foram dadas após a circulação de informações sobre a possível existência de um registro clandestino da reunião.

A reação do ministro ocorre depois de o site Poder360 divulgar trechos literais de diálogos atribuídos à sessão reservada realizada na última quinta-feira (12). Na ocasião, os ministros do STF decidiram pela saída de Toffoli da relatoria do caso Banco Master. A publicação foi disponibilizada às 1h28 da madrugada dessa sexta-feira (13), o que ampliou a repercussão entre integrantes da Corte e no meio jurídico.

De acordo com a Folha de S.Paulo, alguns ministros avaliam a possibilidade de que a conversa tenha sido registrada de forma clandestina. Conforme relatado pela reportagem, magistrados teriam encaminhado o conteúdo divulgado a Toffoli, apontando a existência da suposta gravação e demonstrando preocupação com a exposição de trechos de um encontro de caráter reservado.

Segundo relatos ouvidos pelo jornal, integrantes do Supremo classificaram o episódio como incomum e manifestaram desconforto com a divulgação de diálogos internos. Também teriam observado que os trechos publicados contemplariam apenas partes consideradas favoráveis ao ministro, sem refletir a integralidade do debate travado durante a sessão fechada. A avaliação, conforme a reportagem, é de que a divulgação parcial pode não reproduzir o contexto completo das discussões realizadas entre os ministros.

O caso gerou questionamentos sobre a preservação do sigilo de reuniões internas do tribunal, que tradicionalmente não são gravadas nem divulgadas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a existência de qualquer gravação da sessão. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo)

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