Ir ao cinema em Londres (Inglaterra) está longe de ser trivial. Nesta época do ano, quando escurece bem cedo, esta é uma boa desculpa para se proteger do frio e da umidade, sem perder nada lá fora. Em Notting Hill, o Electric Cinema é uma opção para depois da caminhada. Há mais de 65 poltronas largas, com mesas de canto para o freguês se abastecer no bar com cervejas, vinhos e champagne. Outra opção são os sofás de dois lugares e, para quem não tem medo de cair no sono depois de um dia de passeio, camas.
Eles ainda oferecem uma programação inusitada. O “Electric scream!” é para adultos acompanhados de bebês de até 1 ano. Dois dias da semana para aproveitar a telona sem chatear ninguém e sem ser chateado. E o cinema também tem a chance de usar espaço ocioso em um horário que poucos têm disponibilidade. Nas segundas-feiras pela manhã, a sessão é em Portobello Road. Nas terças-feiras, no Electric em Shoreditch. Os pequenos podem gritar à vontade que ninguém está nem aí.
O Electric Diner é o restaurante do cinema na Portobello Road. Charmoso, com pratos rápidos.
Em South Kensignton, o Cine Lumière pertence ao Instituto Francês do Reino Unido, um centro cultural fundado na capital britânica em 1911. O prédio art déco é uma joia, assim como a estátua de Rodin lá dentro. A programação é mais dedicada a filmes estrangeiros, sobretudo franceses, com direito a conversas com diretores e artistas.
O Curzon é outra opção tradicional para os cinéfilos. O prédio do Soho foi construído em 1912 no lugar do Shaftesbury Pavillion. Até hoje é uma das melhores programações e inclui também debates com diretores e artistas. O de Bloomsbury tem grandes opções de documentários.
Ninguém pedirá silêncio durante o filme.
Outro cinema como nenhum outro pode ser encontrado na capital inglesa. O Prince Charles Cinema, em Leicester Square, é o único de Londres que ninguém pedirá silêncio durante o filme. Lá, você pode cantar junto as músicas das produções e ainda fazer uma festa do pijama.
O local começou como um cinema pornô, 40 anos atrás. Porém, hoje mistura novos blockbusters com títulos de terror, ficção científica, filmes adolescentes e até maratonas com sequências inteiras de obras. Em fevereiro, por exemplo, uma noite inteira será de “Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros” (1993), “O Mundo Perdido: Jurassic Park” (1997), “Jurassic Park 3” (2001) e “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” (2015). O cinema não é luxuoso, mas confortável, barato e muito animado.
