Os preços médios de etanol e diesel caíram pela terceira semana consecutiva nos postos de combustíveis, enquanto o da gasolina ficou praticamente estável, apontaram dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) divulgados na sexta-feira (27). A pesquisa é referente à semana de 22 a 28 de janeiro.
A gasolina comum foi comercializada em média a R$ 4,97 o litro na semana, quase estável ante R$ 4,98 na semana anterior, segundo os dados da ANP.
Já o etanol, seu concorrente nas bombas, foi vendido a R$ 3,78 o litro, queda de 1,8% ante R$ 3,85 na semana anterior.
O diesel S10 (com menor teor de enxofre), por sua vez, registrou média de R$ 6,38 o litro, queda de 0,7% contra R$ 6,43 uma semana antes.
O diesel comum registrou média de R$ 6,28 o litro, queda de 0,63% em relação à semana anterior (R$ 6,32).
Gasolina
Nesta última semana, a Petrobras subiu em 7,5% os preços de venda da gasolina a distribuidoras, na primeira alta do combustível desde junho de 2022, após a cotação do petróleo e o comportamento do câmbio terem elevado a defasagem dos preços internos frente aos internacionais.
O repasse dos ajustes da Petrobras nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é imediato e depende de uma série de questões como margens de distribuição e revenda, adição de biocombustíveis e impostos.
Vale lembrar que o valor final dos preços dos combustíveis nas bombas depende não só dos valores cobrados nas refinarias, mas também de impostos e das margens de lucro de distribuidores e revendedores.
Os postos têm liberdade para estabelecer os preços cobrados; assim, quando há queda do preço cobrado pela Petrobras, a diferença pode demorar ou nem chegar às bombas.
Segundo a Petrobras, a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos faz com que a parcela que fica com a empresa seja de, em média, R$ 2,42 a cada litro vendido na bomba.
“Esse aumento acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”, diz a Petrobras. As informações são da agência de notícias Reuters e do portal de notícias G1.
