Após o veto da presidenta Dilma Rousseff ao reajuste de ao menos 16,6% em programas sociais como o Bolsa Família na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o governo federal estuda como dar alguma elevação ao benefício, ainda que inferior à inflação acumulada desde o último aumento, ocorrido 20 meses atrás.
Está previsto uma elevação de 1,1 bilhão de reais no orçamento do programa em relação ao ano passado. No entanto, o governo ainda faz contas para definir como usará a verba nas ações do programa, que atende 13,9 milhões de famílias. Não está definido, por exemplo, se será um aumento linear. Se isso ocorrer, o benefício básico mensal por pessoa passará dos atuais 77 reais para cerca de 80 reais.
A LDO deste ano foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de 31 de dezembro, com um total de 58 vetos. Um deles é a correção do Bolsa Família correspondente ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado entre maio de 2014 e novembro de 2015.
O orçamento previsto para o benefício passou de 27,7 bilhões de reais para 28,8 bilhões de reais, aumento de 3,97% entre 2015 e 2016. É justamente este 1,1 bilhão de reais que será usado para reajustar o programa, que faz um repasse médio mensal de 164 reais por família.
Nas discussões da LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2016, que sucede a LDO, o relator do texto, deputado Ricardo Barros (PP-PR), chegou a propor corte de 10 bilhões de reais no orçamento, medida que não avançou. (AE)
Dilma avalia opção para reajuste do Bolsa Família

Está previsto uma elevação de 1,1 bilhão de reais no orçamento do programa em relação ao ano passado. (Foto: divulgação)