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Dilma dirá que não tratou de dinheiro para sua campanha com a Odebrecht

Segundo o documento, assinado por técnicos do Senado, três dos quatro decretos de crédito que são objetos da denúncia contra Dilma eram "incompatíveis" com a meta fiscal do ano passado (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidenta afastada, Dilma Rousseff, dirá que jamais tratou de dinheiro para sua campanha com o empreiteiro Marcelo Odebrecht, ou com qualquer outro empresário, na peça que está elaborando para rebater, como testemunha, o relato de que teria intermediado pessoalmente doações eleitorais. Segundo o jornal Folha de São Paulo apurou, Dilma responderá por escrito a questões formuladas pela força tarefa da Operação Lava-Jato, que podem contar com contribuições da defesa de Odebrecht e devem ser chanceladas pelo juiz Sérgio Moro, que comanda o andamento da operação em Curitiba (PR).

A petista foi oficiada pelo magistrado em 10 de junho, a pedido de Marcelo Odebrecht, que a apontou como sua testemunha de defesa na ação em que é acusado de comandar um departamento que se dedicava a organizar o repasse de propina para agentes públicos.

O empreiteiro e outros executivos da empresa negociam desde março um acordo de delação premiada com a Justiça do Paraná. Na tentativa de obter benefícios, o ex-presidente da Odebrecht relatou ter conversado reservadamente com Dilma sobre o pagamento de 12 milhões de reais para o caixa dois campanha da petista em 2014. O dinheiro seria usado para pagar o marqueteiro João Santana.

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