Por meio de nota divulgada neste fim de semana, a ex-presidenta Dilma Rousseff afirmou que os ex-marqueteiros do PT João Santana e Monica Moura constroem “versões falsas e fantasiosas” para conseguir a redução de suas sentenças de prisão.
A petista também negou que tenha tratado de caixa 2 ou pagamentos no exterior com o casal. “A presidenta Dilma jamais negociou doações eleitorais ou ordenou quaisquer pagamentos ilegais a prestadores de serviços em suas campanhas ou fora delas”, disse o comunicado.
Sobre o trecho do depoimento em que o Santana e Monica dizem que Dilma informava ambos sobre o andamento das investigações da Operação Lava-Jato, o texto classificou de fantasiosa tal versão: “Essa tese não tem a menor plausibilidade. Dilma Rousseff jamais recebeu, de quem quer que seja, dados sigilosos sobre investigações”.
Ainda de acordo com o comunicado, todas as informações prestadas pelo então ministério da Justiça José Eduardo Cardoso seguiram estritamente os parâmetros legais. “É risível imaginar que a presidenta recebeu dados privilegiados e ilegais ao longo da Lava-Jato”, argumentou. “Isso seria presumir que a Polícia Federal, o Ministério Público ou o próprio Judiciário, por serem os detentores e guardiões dessas informações, descumpriram os seus deveres legais.”
No que se refere ao suposto e-mail criado por Monica para se comunicar com Dilma de forma secreta, a nota tachou de “patética” a hipótese. “Mais inverossímil ainda é a afirmação de que Dilma Rousseff teria recomendado aos delatores que ficassem no exterior, uma vez que todos sabem que mandados de prisão expedidos no Brasil podem rapidamente ser cumpridos em países estrangeiros.”
