Aliados da presidenta afastada Dilma Rousseff dizem que ela ficou indignada com o senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Ela teria feito várias alterações na carta aberta – em que irá defender um plebiscito pela antecipação das eleições – a pedido do senador, que se mostrava indeciso, mas declarou em entrevista achar bom que o PT caísse do poder. Dilma, então, decidiu reescrever pontos do documento.
Ela vai retirar as contribuições apresentadas pelo senador. Ele tinha defendido, entre outras coisas, excluir do texto expressões como golpe e golpista.
Segundo a colunista Mônica Bergano, do jornal Folha de São Paulo, Dilma pretende dividir a já célebre carta sobre o impeachment em duas partes. A primeira será enviada ao Senado. A outra deve ser divulgada no dia de seu afastamento definitivo, se ele ocorrer. A segunda será, de acordo com aliados, um documento “para a história”, uma espécie de carta-testamento, como foi a que Getúlio Vargas deixou.
