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Dilma passa o feriadão com a família em Porto Alegre

Dilma deverá retornar para Brasília no domingo. (Foto: Arquivo/Roberto Stuckert Filho/PR)

A revelação de que Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro (subsidiária da Petrobras), teve homologada sua delação premiada pelo Supremo Tribunal Federal reforçou a estratégia do Planalto de encurtar os prazos do impeachment de Dilma Rousseff no Senado. Os governistas avaliam ter os votos necessários para tirar de vez a petista do cargo e querem concluir o processo antes de um aumento da instabilidade política. A estratégia é encerrar o trâmite e tirar Dilma da Presidência ainda em agosto.
Em contrapartida, do lado de Dilma, a estratégia é apostar em um ambiente político conturbado em busca de inviabilizar Temer politicamente.

A comissão que analisa o impeachment voltou aos trabalhos na quarta-feira e já discutiu um cronograma. A sugestão do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) é que o processo se encerre no início de agosto, adiantando em um mês a previsão inicial, que era de 120 dias.

Na sessão, a senadora Simone Tebet (PMDB-MS) afirmou que o prazo para alegações finais da defesa e da acusação poderia ser encurtado de 30 para dez dias. “O Brasil não pode esperar. A insegurança jurídica e a instabilidade podem impedir novos investimentos, geração de emprego e uma recuperação da economia mais rápida. Em três meses temos condições de apresentar um bom trabalho”, disse a senadora.

Defesa

Dilma tem até quarta-feira, dia 1 de junho, para apresentar a defesa prévia no Senado. Pelo cronograma apresentado pelo relator da comissão do Senado que analisa o impeachment, senador Antônio Anastasia, do PSDB, o interrogatório de Dilma está previsto para o dia 20 de junho.

A agenda prevê que logo após a presidenta afastada responder aos senadores, a comissão receberá as alegações da acusação e da defesa, por escrito. O parecer do relator será lido, discutido e votado na comissão. A leitura no plenário do Senado está prevista para o fim do mês. Já a discussão e votação do parecer no plenário, sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, seria no início de agosto.

O plano de trabalho apresentado ainda não foi votado, o que deverá ocorrer na próxima semana. Mas já provocou reclamações: “É importante, tanto para a defesa quanto para aqueles que acusam, que nós possamos discutir no tempo suficiente para que todos os fatos sejam esclarecidos. E nesse cronograma que aí está eu tenho certeza que não vamos conseguir”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE).
O relator apontou que as datas não são fixas. “Vamos garantir a defesa e fazer com que o processo ande”, afirmou Anastasia. (AG e AE)

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