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Dilma se nega a comentar se a Operação Lava-Jato se aproxima de Lula

"Eu me recuso a responder perguntas desse tipo", declarou a presidenta. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidenta Dilma Rousseff se recusou a responder diretamente se a última fase da Operação Lava-Jato, deflagrada nesta quarta-feira (27), se aproxima do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse que são levantadas “acusações e insinuações” contra seu antecessor.

“Eu me recuso a responder perguntas desse tipo porque se levantam acusações, se levantam insinuações, e não me diz por que, como, quando, onde, e a troco do que”, disse, ao deixar a 4ª Cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), em Mitad del Mundo, nos arredores de Quito (Equador).

“Se alguém falasse a respeito de qualquer um de nós aqui: ‘A nova fase da Lava-Jato levanta suspeita sobre você’, e você não soubesse sobre o que é a suspeita, como é a suspeita e de onde vem a suspeita, você não acharia extremamente incorreto do ponto de vista do respeito?”, completou, visivelmente irritada.

Dilma disse que “houve um grande avanço no mundo civilizado” e que hoje “o ônus da prova é de quem acusa”. “Acho que foi a partir da Revolução Francesa, se não me engano, foi com o Napoleão, que, ao contrário do mundo medieval, o ônus da prova passa a ser de quem acusa. Daí por isso o inquérito, daí por isso toda a investigação”, afirmou a presidenta. (Folhapress)

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