O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nessa quarta-feira, que a presidenta afastada, Dilma Rousseff, só voltará a comandar o País se houver um “acidente de percurso” e negou que o novo governo, de Michel Temer, com apenas 13 dias, já enfrente uma crise política. Padilha defendeu o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que foi afastado do Ministério do Planejamento, ao sugerir, em conversa gravada, um pacto para frear a Operação Lava-Jato.
“A menos que haja um acidente de percurso, fica muito difícil que se tenha retorno da presidenta Dilma”, afirmou Padilha. Advogado, o chefe da Casa Civil disse que, sob o ponto de vista legal, é “perfeitamente possível” a absolvição da presidenta, mas observou que quem fez o movimento pela saída dela não foi o Congresso, mas, sim, as ruas.
Questionado sobre o fato de Dilma dizer que a conversa gravada entre Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado escancara o “caráter golpista do impeachment”, Padilha foi econômico no comentário.
“Tenho muita dificuldade em ver pessoas com boa formação falar em golpe quando o processo é regido pelo Supremo Tribunal Federal e foi aprovado, até o momento, por mais de dois terços do Congresso Nacional”, afirmou o gaúcho. (Folhapress)
