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Diretor da CBF defende que Ancelotti tenha tranquilidade para comandar a renovação do elenco da Seleção Brasileira

Diretor de seleções defendeu a continuidade do trabalho do técnico Carlo Ancelotti e disse que a avaliação interna segue positiva. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

De volta ao Brasil, o diretor de seleções da CBF, Rodrigo Caetano, afirmou que, mesmo com a frustrante desclassificação da seleção brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo, o saldo positivo foi a experiência adquirida pelos jogadores mais jovens. “Quando o resultado não vem, é difícil reconhecer os pontos positivos. Rayan e Endrick, por exemplo, até pouco tempo atrás disputavam categorias de base. A discussão é entender por que ficamos pelo caminho nas últimas competições. As outras seleções cresceram, o futebol está globalizado e muito mais físico”, afirmou.

Além da experiência aos jovens, o dirigente destaca a estabilidade da comissão técnica como um fator importante para evitar mudanças bruscas ao longo do ciclo, cenário que, segundo ele, prejudicou a seleção em edições anteriores. “Para que não tenhamos um ciclo como foi no passado, a estabilidade é um lado positivo”, declarou.

Caetano ainda reconheceu que o cenário internacional mudou e isso exige uma análise mais profunda das recentes eliminações brasileiras em grandes competições. Mesmo com a queda precoce diante da Noruega, Caetano defendeu a continuidade do trabalho do técnico Carlo Ancelotti e disse que a avaliação interna segue positiva. Para o dirigente, a permanência do treinador italiano demonstra confiança no projeto para o próximo Mundial.

“Todos esperávamos chegar muito mais longe na Copa. Nossa seleção vinha em um crescente. A avaliação é positiva, senão Ancelotti não teria ficado. Ele mesmo não teria tomado a decisão de permanecer”, defendeu Caetano.

E o trabalho para o próximo ciclo já começou. Segundo o dirigente, a comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti utilizará os amistosos da Data Fifa de setembro para ampliar a observação de atletas e abrir espaço para jogadores que não participaram do Mundial.

“Fizemos já todas as reuniões prévias e, assim que tivermos o corpo técnico reunido, a comissão vai trabalhar em cima da lista larga mirando esses amistosos, que darão oportunidades para alguns que não estiveram na Copa”, afirmou o diretor de seleções. “O Brasil sempre terá muitos jogadores qualificados.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

 

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