O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira, 3, que a ação da Operação Compliance Zero contra o senador petista Jaques Wagner (BA), ex-líder do governo Lula no Senado, mostrou a independência do trabalho da corporação. O chefe da PF também defendeu a divulgação das imagens de dinheiro apreendido em um dos endereços do senador, citando que seguiu o “padrão de transparência” adotado em outros casos.
“É curioso que quando há imagem de dinheiro de outro campo político eu só receba aplauso”, afirmou durante café da manhã com jornalistas na manhã desta sexta.
A PF cumpriu busca e apreensão contra Wagner na última fase da Operação Compliance Zero para apurar suspeitas de que ele recebeu propinas do Banco Master por meio de um apartamento de R$ 2,5 milhões e pagamentos a uma empresa de seu enteado, no valor de R$ 3,5 milhões.
No endereço do senador em Brasília, a PF apreendeu 49 mil dólares. O próprio senador fez críticas públicas à divulgação da imagem do dinheiro, classificando-a de “patacoada”, e chegou a dizer que os valores eram provenientes de diárias de viagens do Senado.
Andrei Rodrigues afirmou que esse tipo de divulgação é feito em todas as operações e disse que toda crítica é “bem-vinda” para a PF refletir sobre seu trabalho.
“Essa operação que você cita reafirma a autonomia e independência de uma polícia de estado. reafirma nosso papel de não proteger e nem perseguir. (…) Nós optamos pelo resultado e não pelo espetáculo. Agora, seguimos um padrão de comunicação e de transparência, que tem sido feito em todas as operações”, afirmou.
Andrei citou que, nesta semana, também foi cumprida uma operação contra parlamentares da oposição ao governo Lula e houve a divulgação de imagem de dinheiro apreendido. A operação foi para investigar suspeitas de desvios envolvendo os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, do PL do Rio de Janeiro, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
