O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Leandro Daiello, negou nesta quarta-feira (25) que a instituição seja alvo ou esteja suscetível a pressões políticas. Após participar de reunião no Palácio do Planalto para discutir a segurança nas fronteiras, Daiello ressaltou que a PF age dentro dos padrões legais e, por isso, não “há forma ou maneira de fazer pressão” para paralisar ou influenciar investigações, em especial, as da Operação Lava-Jato.
Em diálogos revelados nesta semana pelo jornal Folha de S.Paulo envolvendo o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-ministro do Planejamento Romero Jucá e o ex-presidente José Sarney, é levantada a possibilidade de uma ação política para conter a Lava-Jato.
“A Polícia Federal tem uma estrutura e uma cultura de polícia legalista. Nós cumprimos a lei, usamos os instrumentos que a lei nos permite, e não há forma ou maneira de fazer pressão, discutir pressão. Por sermos legalistas, a Polícia Federal cumpre a lei. Usamos os instrumentos que a lei permite, todos eles. Não falamos em pressão. A Polícia Federal continua trabalhando dentro dos padrões legais do direito penal e processual brasileiro”, afirmou Daiello. (ABr)
