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Disputa por gabinetes no Senado mobiliza políticos eleitos e reforça “pequeno poder” do presidente da Casa, Davi Alcolumbre

Senadores eleitos no pleito deste ano já começaram a procurar Davi Alcolumbre. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

Senadores eleitos no pleito deste ano já começaram a brigar por espaço no Senado Federal. A partir de 1° de fevereiro de 2027, a Casa terá 40 novos parlamentares, e vários deles já foram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para negociar de onde irão despachar em Brasília (DF).

O que tem chamado atenção de parlamentares recém-chegados e dos 14 reeleitos, segundo informações da Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, é o “pequeno poder” exercido por Alcolumbre ao tratar do assunto. Novatos que tentaram escolher gabinetes por meio de seus assessores ouviram que era preciso falar diretamente com o presidente do Senado e fazer uma espécie de beija-mão ao político, que já usa o tema como moeda de troca de olho na reeleição à presidência da Casa, em fevereiro de 2027.

Senadores afirmaram que um espaço tem ganhado atenção especial dos eleitos e até dos reeleitos: o gabinete de Renan Calheiros (MDB-AL), que não conseguiu se reeleger após 32 anos de mandatos consecutivos no Senado. O espaço do parlamentar alagoano é um dos maiores da Casa e tem sido cobiçado por seus pares.

Integrantes do Partido Liberal (PL), por exemplo, que terá 19 senadores na próxima legislatura, a maior bancada do Senado, já sondaram Alcolumbre sobre a possibilidade de se instalar nos “aposentos reais”, nas palavras de um parlamentar, que hoje pertencem a Renan. Ouviram do atual presidente da Casa que o espaço não é adequado para funcionar como liderança de partido, onde frequentemente há um entra e sai grande de políticos.

Desafeto de Renan Calheiros, o senador eleito Arthur Lira (PP-AL) também teria pedido ao presidente do Senado o espaço ocupado pelo rival. Procurada, a assessoria de Lira nega o pedido. Aliados do ex-presidente da Câmara, entretanto, afirmaram que Alcolumbre já teria designado um gabinete para Lira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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