Três pessoas morreram na queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais na tarde dessa sexta-feira (9) em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, a 55 quilômetros de Belo Horizonte. Foi o segundo acidente aéreo no Estado no mesmo dia – pela manhã, um piloto havia morrido em queda de aeronave na capital mineira.
Segundo a PM, a aeronave saiu de Belo Horizonte para Ipatinga entre 15h e 16h para um voo de rechecagem de habilitação, atividade anual para ratificar a habilitação dos pilotos. O piloto, tenente-coronel Luis Silvestre, era considerado um dos mais experientes da corporação.
Dois homens, um deles com colete tático, caminham em direção a um incêndio em área de vegetação. Chamas e fumaça densa são visíveis entre árvores ao entardecer.
As outras vítimas são duas tenentes, Emília Soares Lacerda Rsende e Alice Almeida, que também são pilotas. Emília tinha acabado de voltar de licença-maternidade e deixa duas filhas. Silvestre deixa três filhos.
Eles também atuavam no transporte de órgãos para transplantes, destacou em entrevista o coronel Flávio Santiago, que coordena a comunicação da PM mineira.
“Foram mais de 2.000 transplantes ocorridos e boa parte deles nas mãos do tenente-coronel Silvestre”, afirmou o coronel. “Centenas milhares de famílias foram atingidas pela capacidade dos nossos ases indomáveis.”
Ele afirmou que a manutenção da aeronave estava em dia e que as causas do acidente agora serão investigadas pela Cenipa (Centro de Investigação de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos).
O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado por volta das 16h20 para uma ocorrência de acidente aéreo na altura do quilômetro 53 da BR-458. Duas viaturas foram enviadas ao local. Mais tarde, confirmou que se tratava de uma aeronave da PM.
A aeronave é um Beechcraft B300 King Air de matrícula PP-EJO e havia decolado do aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, rumo ao aeroporto de Ipatinga.
Outro acidente
No primeiro acidente, o avião também saiu da Pampulha, mas rumo a Juatuba, a 55 quilômetros da capital. Caiu a cerca de um quilômetro de onde decolou, o aeroporto da Pampulha. O caso aconteceu por volta das 11h.
Testemunhas disseram que a aeronave não subiu tanto quanto se esperava após a decolagem, mas não chegou a declarar emergência. Atingiu um galpão de manutenção do metrô e, depois, a rede elétrica. Caiu sobre uma linha férrea auxiliar usada para manobra de vagões em manutenção.
O avião monomotor de matrícula PT-VHE é uma versão feita sob licença pela Neiva (Embraer) do modelo americano Piper PA-28RT-201T Turbo Arrow IV. Estava em situação regular, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
O piloto era o único ocupante da aeronave. A vítima ainda não foi identificada. A Polícia Civil esteve no local para perícia.
A Cenipa afirmou que profissionais estiveram no local para “coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”.
Em maio, outro avião de pequeno porte saindo do aeroporto da Pampulha bateu na parte lateral de um prédio. Três das cinco pessoas que estavam na aeronave morreram. O avião perdeu altitude logo após a decolagem e se chocou com o edifício.
Em agosto, outra aeronave de pequeno porte caiu às margens de rodovia no município de Mateus Leme (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte. O piloto e único ocupante da aeronave, de 29 anos, acionou o paraquedas do próprio avião e conseguiu aterrissar em segurança. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
