Portaria assinada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, nesta sexta-feira (31), designa dois procuradores da República para atuar com exclusividade na força-tarefa da Operação Lava-Jato no Paraná. As informações foram divulgadas pela Procuradoria-Geral da República.
Passam a compor o grupo os procuradores da República Joel Bogo e Luciana de Miguel Cardoso Bogo, que serão desonerados de suas atribuições junto à Procuradoria da República no Acre e na Procuradoria da República em Umuarama (PR), respectivamente.
A procuradora Jerusa Burmann Viecili, que compunha a força-tarefa, foi dispensada, a pedido.
A força-tarefa da Operação Lava-Jato no Paraná é dedicada exclusivamente ao escândalo de corrupção na Petrobras, e também a desdobramentos das investigações naquele estado, como as Operações Integração I e II, que miram fraudes e propinas em contratos de rodovias.
Coordenadora recusa
A procuradora regional Raquel Branquinho, que coordenou a Lava-Jato ao longo do mandato de Raquel Dodge, recusou o convite de Augusto Aras para voltar à equipe da operação na Procuradoria-Geral da República.
Aras havia anunciado o retorno de Branquinho, que foi pega de surpresa com o anúncio.
Segundo mensagem enviada por Branquinho a colegas, ela está de férias em Franca (SP), e, após dois anos na PGR, não quer voltar à operação.
Dispensa da função
O coordenador do grupo de trabalho da operação Lava-Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR), José Adonis Callou de Araújo Sá, pediu no último dia 23 dispensa da função. Ele estava no cargo desde outubro do ano passado, indicado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.
Procurado, Sá não quis se manifestar sobre o motivo da saída. Mais tarde, Augusto Aras anunciou a subprocuradora-geral da República Lenora Maria Araújo como nova coordenadora do grupo.
Interlocutores de José Adonis afirmaram à TV Globo que o procurador vinha tendo divergências de posição com Augusto Aras, mas negaram que esse tenha sido o motivo da saída.
Segundo eles, o coordenador decidiu deixar a força-tarefa para que Aras faça ajustes na equipe da maneira que julgar necessário.
O coordenador da Lava-Jato na PGR tem como função coordenar coleta de depoimentos, de provas, coordenar audiências, requisitar informações, e participar de negociações sobre acordos de delação premiada.
Adonis é subprocurador-geral da República e voltará a atuar em processos de tribunais superiores. Em parecer enviado ao Supremo no mês passado, ele defendeu a atuação do ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça, nos processos que correm contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná.
