Ícone do site Jornal O Sul

Dólar bate recorde pelo terceiro pregão seguido e vai a 4 reais e 25 centavos

Cotação da moeda norte-americana foi influenciada por comentários de Donald Trump sobre emprego e relações comerciais com a China. (Foto: EBC)

Apesar da atuação do BC (Banco Central), o dólar voltou a subir e a fechou nesta quarta-feira (27) em nível recorde. A moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 4,259, com alta de R$ 0,019 (0,44%). Essa é a maior cotação de fechamento desde a criação do real em valores nominais, sem considerar a inflação.

O mercado de câmbio teve um dia tenso. No início da tarde, o dólar encostou em R$ 4,27, o que levou o BC a fazer um leilão de venda direta de dólares das reservas internacionais. A autoridade monetária não divulgou o quanto foi vendido, apenas que o leilão envolvia a venda de pelo menos US$ 1 bilhão.

Com o resultado desta quarta, o dólar acumula alta de 6,22% em novembro. Nas últimas semanas, o dólar tem subido em meio a questões políticas no Brasil e à continuidade das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Ibovespa

No mercado de ações, o dia foi marcado por uma discreta recuperação. O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou esta quarta-feira (27) aos 107.952 pontos, com alta de 0,83%.

O indicador interrompeu uma sequência de dois dias seguidos de queda.

Carta branca

“Já falei para vocês que quem entende de economia é o Paulo Guedes, o Pedro Guimarães, o Roberto Campos. Eles que tratam deste assunto. Dei carta branca para eles. O Brasil tem que dar certo”, disse. Quanto ao dólar alto, “bem mais de R$ 4”, o presidente disse que “tem pró e tem contra”.

Uma declaração de Guedes na noite de segunda-feira (25), em Washington, provocou reações do mercado na terça, com o dólar chegando ao patamar de R$ 4,241. Guedes havia afirmado que é bom o país se acostumar com o elevado patamar da moeda americana. “O dólar está alto. Qual o problema? Zero. Nem inflação ele [dólar alto] está causando”, disse. “É bom se acostumar com juros baixos por um bom tempo e com o câmbio mais alto por um bom tempo”.

Sair da versão mobile