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Dólar cai 1,05%, fecha a R$ 5,07 e Bolsa avança com atenção ao petróleo e aos juros nos Estados Unidos

Com o resultado, o dólar acumula queda de 0,60% na semana. (Foto: Freepik)

O dólar fechou em queda de 1,05% nesta terça-feira (14), cotado a R$ 5,0777. Durante a sessão, a moeda norte-americana chegou à mínima de R$ 5,0652. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, encerrou o pregão em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos.

Com o resultado, o dólar acumula queda de 0,60% na semana, recuo de 1,65% no mês e desvalorização de 7,49% no ano. O Ibovespa, por sua vez, registra baixa de 0,69% na semana, mas acumula alta de 2,68% em julho e avanço de 9,63% em 2026.

Os investidores acompanharam um cenário de maior tensão no mercado internacional, especialmente após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país retomaria o bloqueio naval ao Irã no Estreito de Ormuz a partir desta terça-feira. Além disso, o governo americano informou que passará a cobrar uma taxa de 20% sobre toda carga transportada pela região, por onde circula cerca de 20% do comércio global de petróleo.

As medidas voltaram a elevar as preocupações com possíveis impactos sobre a oferta mundial da commodity e impulsionaram os preços do petróleo. Ao fim do dia, o barril do Brent, referência internacional, avançou 1,7%, negociado a US$ 84,73. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subiu 1,48%, para US$ 79,34 por barril.

Na agenda econômica, o mercado também repercutiu novos dados da inflação ao consumidor nos Estados Unidos. O índice registrou queda de 0,4% em junho, após alta de 0,5% em maio. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 3,5%. Embora o resultado tenha vindo abaixo das expectativas, analistas avaliam que o nível de preços permanece elevado, mantendo as apostas de que o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, poderá elevar a taxa de juros ainda neste mês.

A política monetária dos Estados Unidos continua sendo acompanhada de perto pelos investidores devido aos seus reflexos sobre outras economias. Juros elevados no país tendem a fortalecer os ativos americanos e influenciam o comportamento do câmbio e das taxas de juros em mercados emergentes, como o Brasil, aumentando a expectativa de manutenção da Selic em patamar elevado por um período mais longo.

Também esteve no radar o primeiro depoimento de Kevin Warsh ao Congresso dos Estados Unidos na condição de presidente do Federal Reserve. Durante a audiência, o dirigente afirmou estar comprometido com o cumprimento da meta de inflação da instituição e declarou que pretende “fazer o seu trabalho” caso enfrente pressões do presidente Donald Trump.

Os desdobramentos envolvendo o Estreito de Ormuz e as sinalizações da política monetária americana permaneceram entre os principais fatores monitorados pelos investidores ao longo da sessão.

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