O dólar fechou em queda nessa sexta-feira, um dia após o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) reforçar as expectativas dos investidores de que a taxa de juros norte-americana deverá subir somente em 2016, mas com o mercado atento à conturbada cena política e econômica no Brasil. A moeda fechou o dia vendida a 3,75 reais, baixa de 0,9%. Na semana, a divisa caiu 4,74%. O dólar turismo encerrou a 3,73 reais na compra e 3,96 reais na venda.
O especialista em câmbio da Icap, Ítalo Abucater, explicou que o mercado pegou carona com o cenário externo. Na sua opinião, o Fed em cima do muro beneficia a melhora dos emergentes e nós aparecemos nesse bolo.
A cotação dessa quinta-feira foi a de menor valor de fechamento desde 1 de setembro, quando a moeda norte-americana acabou o dia a 3,68 reais. Neste mês, a queda acumulada é de 5,21% e, no ano, a valorização é de 41,38%. Nas últimas nove sessões, o dólar desabou 8,53% sobre o real.
O Fed divulgou a ata da reunião de setembro do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), quando os Estados Unidos mantiveram os juros quase zerados. Para os investidores, o documento reforçou indícios de que os juros subirão em março.
O órgão mostrou que, para o Fed, a economia estava próxima de justificar a alta de juros em setembro, mas membros do Fomc decidiram que era melhor esperar por evidências de que a desaceleração financeira global não tirará os Estados Unidos dos trilhos. Já a perspectiva de manutenção dos juros nos moldes atuais sustenta a atratividade de investimentos em países emergentes, que oferecem taxas mais elevadas, como o Brasil. (AG)
