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Dólar fecha a R$ 5,20 após mercado de trabalho dos Estados Unidos; Bolsa sobe 0,64%

Com o resultado, o dólar acumula valorização de 0,79% na semana. (Foto: Reprodução)

O dólar encerrou esta quinta-feira (2) praticamente estável diante do real, com leve queda de 0,03%, cotado a R$ 5,2078. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre altas e baixas, refletindo a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos e o acompanhamento de investidores sobre o cenário internacional. Na Bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em alta de 0,64%, aos 172.788 pontos.

Com o resultado, o dólar acumula valorização de 0,79% na semana e de 0,87% no mês. No ano, porém, a moeda registra queda de 5,12% frente ao real. Já o principal índice da B3 voltou a avançar, impulsionado principalmente pelo desempenho de ações de maior peso e pela repercussão dos dados da economia norte-americana.

O principal destaque do dia foi a divulgação do payroll, relatório oficial do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O documento mostrou que a economia americana criou 57 mil vagas de emprego em junho, abaixo das 129 mil registradas em maio e também inferior às expectativas do mercado. O indicador é um dos mais acompanhados pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, por servir como referência para avaliar o ritmo da atividade econômica e orientar as decisões sobre a política de juros.

Na quarta-feira (1º), o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que os riscos de aceleração da inflação diminuíram nos Estados Unidos, mas ressaltou que a instituição permanece comprometida em levar a inflação para a meta de 2%. As declarações reforçaram a expectativa dos investidores sobre os próximos passos da política monetária americana.

Além do payroll, o mercado acompanhou outros indicadores internacionais, entre eles os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos e a taxa de desemprego da zona do euro. Os dados ajudaram a direcionar os negócios ao longo do pregão e influenciaram o comportamento dos mercados globais.

No cenário doméstico, investidores também repercutiram as sanções anunciadas pelo governo dos Estados Unidos contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano na quarta-feira (1º).

Em comunicado, o governo do presidente Donald Trump classificou o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental e afirmou que a facção representa uma ameaça significativa à segurança nacional dos Estados Unidos. As autoridades americanas também acusam o grupo de utilizar o sistema financeiro do país para lavar dinheiro.

Segundo o Departamento do Tesouro, os brasileiros sancionados fariam parte de uma rede internacional de lavagem de dinheiro vinculada ao PCC, investigada no estado da Flórida. Ainda de acordo com o governo norte-americano, outras seis pessoas suspeitas de integrar essa estrutura criminosa foram presas no início deste ano durante uma operação realizada pelas autoridades dos Estados Unidos.

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