O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (15), cotado a R$ 5,087, com valorização de 1,17%. Foi a terceira sessão consecutiva de avanço da moeda norte-americana. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 1,08%, aos 204.272 pontos, em um pregão marcado pela cautela dos investidores diante do cenário político e econômico.
No mercado doméstico, a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral sobre a disputa presidencial e o avanço da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado estiveram entre os fatores acompanhados pelos investidores. As incertezas em torno do segundo turno da eleição presidencial contribuíram para a pressão sobre os ativos brasileiros e de um dólar “mais nervoso”.
A proposta de mudança na jornada de trabalho também despertou preocupação com possíveis efeitos sobre os custos das empresas e a inflação. Investidores acompanharam ainda a alta dos juros futuros no Brasil, em meio à percepção de maior risco econômico e político.
A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (14) mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Mercado global
O desempenho da Bolsa brasileira contrastou com o das principais bolsas norte-americanas, que encerraram o dia em alta. Nos Estados Unidos, os investidores avaliaram novos dados de inflação ao produtor, que vieram acima das expectativas e reforçaram as preocupações com a trajetória dos preços e os próximos passos do Federal Reserve, o banco central norte-americano.
Entre as ações negociadas na B3, empresas dos setores imobiliário e varejista estiveram entre as pressionadas durante a sessão. Os papéis da Embraer, por outro lado, avançaram 2,58%.
A alta do dólar ocorreu mesmo diante do enfraquecimento da moeda norte-americana em relação a outras divisas no exterior. No Brasil, o movimento refletiu fatores domésticos, especialmente a cautela com a disputa presidencial e seus possíveis desdobramentos para a economia.
(Com informações do jornal O Globo)
