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Dólar sobe a R$ 5,22 e Bolsa avança 0,46% na abertura de outubro

A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,09 e R$ 5,22 durante o pregão. (Foto: Freepik)

O dólar fechou em alta de 0,88% nesta quinta-feira (1º), cotado a R$ 5,2204, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 0,46%, aos 187.197,46 pontos. No primeiro pregão de outubro, os investidores acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional, o comportamento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e as repercussões do cenário eleitoral brasileiro.

A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,09 e R$ 5,22 durante o pregão e encerrou o dia próxima da máxima. A alta ocorreu em um movimento de fortalecimento do dólar no exterior, acompanhado pelo avanço dos rendimentos dos títulos de longo prazo dos Estados Unidos.

O rendimento dos Treasuries de dez anos chegou a 5,340%, acima dos 5,304% registrados na quarta-feira (30). Já o título de 30 anos alcançou 5,690%. A elevação dos juros dos papéis norte-americanos tende a aumentar a atratividade dos ativos dos Estados Unidos e influencia o fluxo de recursos entre diferentes mercados.

Outro fator acompanhado pelos investidores foi o petróleo. O barril do Brent ultrapassou novamente a marca de US$ 100, chegando a cerca de US$ 102 durante o dia. A alta da commodity beneficiou ações de empresas do setor de petróleo, especialmente Petrobras, e ajudou a sustentar o desempenho do Ibovespa.

A Bolsa, porém, apresentou volatilidade ao longo do pregão. O índice chegou a operar em queda durante a sessão, mas recuperou terreno e terminou o dia aos 187.197 pontos. A alta foi influenciada principalmente pelo desempenho de empresas ligadas ao setor de petróleo, enquanto ações de bancos limitaram parte do avanço.

As ações da Petrobras acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional. O movimento ajudou a compensar a pressão de papéis de grandes bancos, que registraram desempenho negativo durante parte da sessão.

No cenário internacional, os investidores também acompanharam as declarações de dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. As manifestações mantiveram a atenção do mercado sobre a trajetória dos juros norte-americanos e sobre a possibilidade de novas mudanças na política monetária.

Dados recentes de inflação nos Estados Unidos continuam sendo observados pelo mercado. Na quarta-feira (30), o núcleo do índice de preços de gastos com consumo, o PCE, avançou 0,2% em agosto, dentro das expectativas dos analistas. O indicador é acompanhado pelo Federal Reserve na avaliação da inflação.

No Brasil, o mercado também monitora as eleições. A proximidade do primeiro turno, marcado para domingo (4), aumentou a atenção dos investidores para pesquisas eleitorais, declarações dos candidatos e possíveis impactos das propostas econômicas sobre os ativos financeiros.

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