O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (18), acompanhando o avanço da moeda no exterior e diante do maior otimismo do mercado em relação às negociações sobre do teto da dívida dos Estados Unidos.
O mercado ainda repercute a aprovação do pedido de urgência para a votação do novo arcabouço fiscal pela Câmara dos Deputados. A medida permite que o projeto seja votado diretamente no plenário e a previsão é que isso ocorra já na próxima semana.
Ao final da sessão, a moeda norte-americana subiu 0,68%, cotada a R$ 4,9674. No dia anterior, o dólar teve queda de 0,20%, aos R$ 4,9339. Com o resultado desta quinta, a moeda passou a acumular: alta de 0,89% na semana; e quedas de 0,40% no mês e de 5,88% no ano.
Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em alta nesta quinta-feira (18), após aprovação da urgência do arcabouço fiscal na Câmara dos Deputados e com a divulgação de dados de emprego pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao final do pregão, o índice avançou 0,59%, aos 110.109 pontos. Na véspera, o Ibovespa teve alta de 1,17%, aos 109.459 pontos. Com o resultado desta quinta, o índice passou a acumular: alta de 1,52% na semana; ganhos de 5,44% no mês; e avanço de 0,34% no ano.
O que está mexendo com os mercados? No fim da tarde de quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o pedido de urgência para a tramitação do projeto que institui o novo arcabouço fiscal por 367 votos a favor e 102 contra.
O presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que o texto será votado na semana que vem e os mercados seguem na expectativa por isso.
O projeto substitui a atual regra do teto de gastos, que limita o aumento dos gastos da União com base na inflação do ano anterior.
A proposta do novo arcabouço, apresentada pelo relator Claúdio Cajado, atrela esse aumento dos gastos ao crescimento da receita do governo, mas possui gatilhos e sanções para caso de não cumprimento de metas fiscais. O texto prevê que:
– seja feita a avaliação bimestral de receitas e despesas;
– o crescimento dos gastos públicos fica limitado a 70% do crescimento da arrecadação do governo, caso a meta seja cumprida (exemplo: se a arrecadação subir 2%, a despesa poderá aumentar até 1,4%);
– o crescimento dos gastos públicos fica limitado a 50% do crescimento da arrecadação do governo, caso a meta não seja cumprida (exemplo: se a arrecadação subir 2%, a despesa poderá aumentar até 1%);
– mesmo que arrecadação do governo cresça muito, será necessário respeitar um intervalo fixo no crescimento real dos gastos, variando entre 0,6% e 2,5%, desconsiderando a inflação do período.
Ainda no cenário doméstico, o IBGE divulgou, nesta quinta, que a taxa de desemprego no Brasil subiu em 16 das 27 Unidades da Federação no primeiro trimestre de 2023, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral.
Nos mercados globais, o destaque segue com a renegociação do teto da dívida norte-americana. O governo quer aumentar o teto para que consiga arcar com suas despesas, inclusive as ordinárias, como o pagamento de salários aos servidores públicos federais.
Houve certo impasse nas negociações entre os partidos políticos. Os democratas, do presidente Joe Biden, são a favor do aumento, enquanto parte dos republicanos se posiciona contrariamente.
As expectativas, no entanto, se tornaram mais positivas após conversas de Biden com o presidente da Câmara dos Deputados, Kevin McCarthy, para acertar um acordo. As informações são do portal de notícias G1.
