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O doleiro Bruno Farina teve extradição voluntária para o Brasil

Bruno Farina foi preso pela Interpol no dia 27. (Foto: Ministério do Interior do Paraguai)

A “extradição simplificada ou voluntária” do doleiro pernambucano Bruno Farina na manhã deste sábado (29) para o Brasil, foi autorizada pela Corte Suprema de Justiça paraguaia depois de ele concordar com as condições do processo. Farina foi ouvido pela justiça do Paraguai no dia em que foi preso pela Interpol (27) no país vizinho.

Em um informe direcionado ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça brasileiro, a Justiça paraguaia esclareceu que o acusado aceitou submeter-se à Justiça brasileira, renunciando qualquer tipo de apelação.

A operação de extradição do brasileiro, já em território nacional, está sendo conduzida pela Polícia Federal. Bruno Farina chegou a Foz do Iguaçu pouco antes das 7h. Ele ainda será transferido para o Rio de Janeiro.

O doleiro é alvo de uma ordem internacional de captura a partir de investigações da Operação Câmbio Desligo, que desbaratou uma complexa rede de corrupção envolvendo doleiros em vários estados brasileiros.

“O fiscal de Assuntos Internacionais Manual Doldán liderou a equipe de investigadores que neste sábado pela manhã entregou Bruno Farina às autoridades brasileiras. Farina era procurado pelo caso Lava-Jato e tinha ordem de captura internacionais com fins de extradição”, informou o Ministério Público do Paraguai, no Twitter.

Segundo a imprensa local, Doldán afirmou que o processo transcorreu tranquilamente. A ordem foi emitida pela juíza Alicia Pedrozo.

Segundo o Ministério do Interior do Paraguai, Farina é sócio de Dario Messer, chamado pelo Ministério Público Federal brasileiro de “doleiro dos doleiros”. No Brasil, Bruno Farina é acusado de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e evasão.

Operação Câmbio Desligo

Bruno Farina era alvo de uma ordem internacional de captura a partir de investigações da Operação Câmbio Desligo, que desbaratou uma complexa rede de corrupção envolvendo doleiros em vários Estados brasileiros.

A Operação Câmbio Desligo desarticulou um esquema de compra e venda de dólares no País. O movimento envolvia doleiros em vários Estados, empresas e funcionários públicos.

O brasileiro foi detido na área do Paraná Country Club, em Hernandarías, cidade paraguaia onde fica a usina hidrelétrica de Itaipu, de acordo com informações de agentes policiais à imprensa paraguaia.

No Brasil, Bruno Farina é acusado de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e evasão. Segundo o Ministério do Interior do Paraguai, Farina é sócio de Dario Messer, chamado pelo Ministério Público Federal brasileiro de “doleiro dos doleiros”. A condenação pode chegar a 30 anos de prisão.

Nos últimos dias, vários procurados no Brasil foram presos no Paraguai. Em outubro, as autoridades paraguaias disseram estar determinadas na captura dos investigados no Brasil que fogem para o país.

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