O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano está estudando “fortemente” se deve impor regras mais rígidas a empresas chinesas listadas nas Bolsas do país. Atualmente, essas companhias não estão sujeitas às mesmas regulações de contabilidade seguidas pelas corporações norte-americanas.
Em entrevista à Fox Bussiness, o republicano ponderou que, caso adote as medidas, as empresas chinesas podem decidir tirar suas ações dos EUA. “Elas podem dizer: vamos nos mudar para Londres ou para Hong Kong”, explicou Trump.
Acordo comercial
Na entrevista, Trump disse que está muito decepcionado com a China pelo que afirma ser a incapacidade do país asiático de conter o novo coronavírus, acrescentando que a pandemia mundial ofuscou o acordo comercial entre os dois países.
O surto de coronavírus emergiu em Wuhan, na China, em dezembro e se propagava silenciosamente enquanto os EUA e a China assinavam a primeira fase de um pacto comercial que o presidente republicano alardeou como uma grande conquista.
“Estou muito decepcionado com a China”, disse Trump na entrevista à Fox Business Network.
“Eles nunca deveriam ter deixado isto acontecer. Então eu faço um grande acordo comercial e agora digo que isto não parece o mesmo para mim. A tinta mal tinha secado e a praga chegou. E não parece o mesmo para mim”.
Conforme o pacto de fase 1 assinado em janeiro, Pequim prometeu comprar ao menos 200 bilhões de dólares em bens e serviços norte-americanos adicionais ao longo de dois anos, e Washington concordou em descartar tarifas sobre bens chineses em etapas.
Sem interesse
Um jornal estatal chinês noticiou que alguns conselheiros do governo em Pequim estão pedindo novas conversas e possivelmente a invalidação do acordo. Trump voltou a dizer que não tem interesse em renegociar.
Embora agências de inteligência dos EUA tenham dito que o vírus não parece ter sido feito por humanos ou geneticamente modificado, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse no início de maio que existe “uma quantidade significativa de indícios” de que o vírus saiu de um laboratório de Wuhan. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da agência de notícias Reuters.
