O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (22) que igrejas e outros templos religiosos devem reabrir como “serviços essenciais”. Na maior parte do país, locais de culto estão fechados como medida para conter a pandemia do novo coronavírus.
Em rápida declaração a jornalistas, Trump justificou a medida dizendo que esses locais de culto “unem a sociedade e mantêm as pessoas unidas”.
Além disso, o presidente dos EUA disse que “passaria por cima” caso governadores não permitissem a reabertura dos templos. “Se eles tiverem algum questionamento, terão de me ligar. Mas não serão bem sucedidos nessa ligação”, afirmou.
“Alguns estados definiram clínicas de aborto e lojas de bebidas como essencial, mas mantiveram fechados igrejas e outros locais de culto. Isso não está certo”, criticou Trump.
Além de igrejas cristãs, religião predominante nos EUA, Trump também mencionou sinagogas (judaísmo) e mesquitas (islamismo) como locais de culto que poderão reabrir.
Nesta quinta-feira, Trump disse que não pretende “fechar o país” caso ocorra uma segunda onda da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. No lugar, o republicano afirmou que vai mitigar os efeitos da pandemia.
“Vamos apagar os incêndios. Nós não vamos fechar o país”, disse Trump.
Os Estados Unidos ainda são o país mais afetado pela pandemia de Covid-19, com mais de 1,5 milhões de casos confirmados e mais de 94 mil mortes por causa da doença, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.
Segunda onda
O presidente norte-americano disse também que não pretende “fechar o país” caso ocorra uma segunda onda da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. No lugar, o republicano afirmou que vai mitigar os efeitos da pandemia.
“Vamos apagar os incêndios. Nós não vamos fechar o país”, disse Trump.
Em discurso numa fábrica na periferia de Detroit, no Michigan, Trump reforçou que o país deve começar a reabrir as atividades. Todos os estados, em maior ou menor grau, iniciaram processos de reabertura.
“Nós podemos apagar o fogo. Seja uma brasa ou uma chama, nós vamos apagar. Mas não vamos fechar o nosso país”, repetiu, segundo a rede NBC.
Michigan e eleições
O estado do Michigan, onde Trump esteve nesta quinta, registrou protestos contrários às medidas de isolamento. Manifestantes armados chegaram a invadir o Congresso local para pedir a reabertura, no fim de abril.
Com forte presença industrial, o Michigan é um dos estados chave para as eleições dos EUA marcadas para novembro deste ano. Em 2016, Trump venceu por lá após anos de vitórias democratas. No entanto, pesquisas mostram o democrata Joe Biden à frente do atual presidente, segundo o site RealClear Politics.
