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Donald Trump diz que seria um dia triste para a Coreia do Norte se os Estados Unidos agirem militarmente

O magnata também criticou um acordo com a Rússia para a extração de urânio que os Estados Unidos assinaram em 2010. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira (7) que prefere não adotar uma ação militar contra a Coreia do Norte para combater a ameaça nuclear e de mísseis, mas que, se o fizer, será um “dia muito triste” para a liderança de Pyongyang.

Trump novamente não quis descartar uma resposta militar dos EUA após o sexto e mais poderoso teste nuclear da Coreia do Norte, enquanto o seu governo busca aumentar as sanções econômicas, dizendo que Pyongyang está “comportando-se mal e que tem que parar”.

“A ação militar certamente seria uma opção. É inevitável? Nada é inevitável”, disse Trump durante uma coletiva de imprensa.

“Eu prefiro não seguir a rota militar”, disse Trump. “Se a usarmos na Coreia do Norte, será um dia muito triste para a Coreia do Norte.”

Mesmo com Trump insistindo que agora não é hora de conversar com a Coreia do Norte, membros sêniores de seu governo deixaram claro que a porta para uma solução diplomática permanece aberta, especialmente considerando a avaliação dos EUA de que qualquer ataque preventivo desencadearia uma retaliação dura da Coreia do Norte.

A pressão norte-americana aumentou desde que a Coreia do Norte realizou seu sexto e mais poderoso teste nuclear no domingo, descrevendo-o como uma bomba de hidrogênio avançada para um míssil de longo alcance.

Festa

A Coreia do Norte organizou uma grande festa para homenagear os cientistas que trabalharam no teste nuclear realizado no final de semana passado, que incluiu queima de fogos e um desfile pelas ruas de Pyongyang. Os moradores de Pyongyang foram às ruas para aplaudir os cientistas, que se deslocavam em ônibus.

Na Praça Kim Il-Sun, milhares de pessoas se reuniram para celebrar os esforços com o programa nuclear. A agência oficial KCNA se referiu ao teste como “uma prova bem sucedida de uma bomba H pronta para um ICBM (míssil balístico intercontinental)”. Na celebração, os oradores explicaram que o Exército norte-coreano “vai acabar com o destino dos imperialistas americanos criminosos mediante ataques preventivos mais fortes e sem piedade” caso persista a ameaça “das hordas de traidores”.

No domingo (3), a Coreia do Norte gerou alerta mundial ao detonar o que descreveu como uma bomba de hidrogênio, projetada para ser incorporada a mísseis de longo alcance.

ONU

O Conselho de Segurança da ONU “deve reagir” e “adotar as medidas necessárias” contra a Coreia do Norte, afirmou o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, lembrando que “as sanções e as pressões” são apenas “metade” da solução. Depois do novo teste nuclear de Pyongyang, “a China está de acordo em que o Conselho de Segurança da ONU deve reagir, adotando as medidas necessárias”, declarou Wang aos jornalistas.

Segundo ele, “as sanções e as pressões” sobre o regime de Kim Jong-un representam “metade da solução”, que se completa com “diálogo e negociação”. “Apenas se desencadearmos essas duas medidas ao mesmo tempo poderemos desbloquear a questão nuclear na península (…) Nenhuma das duas deve ser ignorada”, insistiu Wang.

O presidente chinês, Xi Jinping, recordou seu colega americano, Donald Trump, da vontade de Pequim de resolver a questão norte-coreana mediante negociações para uma “solução pacífica”, relatou a imprensa oficial. A China condenou duramente o teste norte-coreano de uma bomba de hidrogênio.

Os Estados Unidos, seus aliados europeus e o Japão estão negociando novas sanções da ONU contra a Coreia do Norte, mas a posição de Rússia e China continua incerta. Ambos têm poder de veto no Conselho de Segurança da organização.

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