O presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse no último sábado (18), em seu pronunciamento diário à imprensa, que o pior momento da pandemia no país já passou. “Nós continuamos a ver um número de sinais positivos de que o pico do vírus já passou”, disse o chefe da Casa Branca.
Com isso, argumenta Trump, alguns estados já estão aptos a abandonar as políticas mais duras de isolamento social nos próximos dias, informa a agência Reuters. “Governadores republicanos e democratas têm anunciado passos concretos para começar uma fase de abertura segura e gradual”, disse Trump.
Ele citou que Texas e Vermont irão permitir que determinados tipos de negócio abram as portas já na segunda-feira e que Montana começará a abrandar as restrições na sexta. Na capital texana, Austin, grupos de manifestantes foram às pedindo para que “nos deixem trabalhar”.
Mais testes
Muitos governadores, contudo, reforçam suas políticas de não reabrirem suas economias prematuramente. Eles pedem que o volume de testes no país – que já é o líder mundial em testagem, com mais de 3,4 milhões de exames realizados – seja ainda maior. Líderes do setor empresarial também reforçam a necessidade de ampliar a testagem em massa antes de voltarem à operação normal.
“Nossa testagem está cada vez melhor”, defendeu Trump, sem apresentar qualquer dado a respeito.
Quarenta mil mortos
O número de mortos nos Estados Unidos pelo novo coronavírus aumentou para mais de 40 mil neste domingo (19), o mais alto do mundo e quase o dobro do número de mortes no segundo país mais atingido, a Itália.
Após registrar sua primeira fatalidade, em 29 de fevereiro, os Estados Unidos levaram 38 dias para atingir 10 mil mortes (6 de abril), mas apenas mais cinco dias para atingir 20 mil.
O número de mortos nos Estados Unidos aumentou de 30 mil para 40 mil em quatro dias, após a inclusão de mortes não provadas, mas prováveis, de Covid-19 relatadas pela cidade de Nova York.
Os Estados Unidos têm o maior número mundial de casos confirmados de coronavírus, com mais de 744 mil infecções. Os novos casos no sábado aumentaram em quase 29 mil, o menor aumento em três dias.
Mais de 22 milhões de americanos solicitaram subsídios de desemprego no mês passado, com o fechamento de empresas e escolas e severas restrições de viagens que afetaram a economia.
