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Donald Trump mobiliza os militares do país para distribuir vacina do coronavírus assim que surgir

Na semana passada, o presidente Donald Trump afirmou que a pandemia estava "desaparecendo". (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está mobilizando os militares do país para distribuir uma vacina do novo coronavírus quando uma se tornar disponível, e se concentrará primeiro nos norte-americanos mais velhos.

“Vocês sabem que é um trabalho imenso dar esta vacina”, disse Trump em uma entrevista transmitida nesta quinta-feira (14) na Fox Business Network.

“Nossos militares estão sendo mobilizados agora de forma que, no final do ano, poderemos dá-la a muitas pessoas muito, muito rapidamente.”

Ele disse que acredita que haverá uma vacina até o final do ano e que os EUA estão mobilizando “nossos militares e outras forças” com base nesta suposição.

A Casa Branca estabeleceu a meta de ter 300 milhões de doses de vacina até o final de 2020. Nenhuma vacina para a Covid-9, doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, foi aprovada, mas várias estão em desenvolvimento, e produzir e distribuir uma vacina eficiente são etapas consideradas essenciais para reativar a economia norte-americana.

O cronograma de Trump se choca com aquele fornecido pelo principal especialista em doenças infecciosas do país durante um depoimento no Senado na terça-feira.

O doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, disse que a ideia de que haverá uma vacina disponível no próximo outono local, quando escolas e universidades retomam as aulas, é “otimista demais”.

Estados Unidos e China

Na mesma entrevista à Fox, Donald Trump sinalizou uma deterioração adicional do seu relacionamento com a China em relação ao novo coronavírus, dizendo que não tem interesse em falar no momento com o presidente Xi Jinping e chegando a sugerir que poderia até cortar os laços com a segunda maior economia do mundo.

Trump disse que estava muito desapontado com o fracasso da China em conter a doença e que a pandemia tinha deixado uma marca no seu acordo comercial de janeiro com Pequim, que ele havia anteriormente considerado uma grande conquista.

“Eles nunca deveriam ter deixado isso acontecer”, disse Trump. “Então faço um grande acordo comercial e agora digo que isso não parece o mesmo para mim. A tinta mal tinha secado e a praga veio à tona. E não parece o mesmo para mim.”

O ressentimento de Trump estendeu-se a Xi, com quem o presidente dos EUA tem dito repetidamente ter um bom relacionamento.

“Mas eu apenas – no momento não quero falar com ele”, disse Trump na entrevista, gravada na quarta-feira.

Trump foi questionado sobre a sugestão de um senador republicano de que os vistos dos EUA sejam negados aos estudantes chineses que se candidatarem a estudar em áreas relacionadas à segurança nacional, como computação quântica e inteligência artificial.

“Há muitas coisas que poderíamos fazer. Poderíamos fazer coisas. Poderíamos interromper todo o relacionamento”, respondeu. As informações são da agência de notícias Reuters.

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