Em reunião com diversos deputados no Palácio do Planalto, nessa quinta-feira, o presidente Michel Temer disse que o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo frigorífico JBS/Friboi, “insistiu muito” para falar com ele em março deste ano, ocasião em que teria gravado o chefe do Executivo dando o seu aval à “compra do silêncio” do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso pela Operação Lava-Jato.
“O Michel está bem tranquilo, não vai renunciar coisa nenhuma”, assegurou o deputado federal Beto Mansur (PRB-SP), um dos vários parlamentares que participou da reunião com o peemedebista. “Ele controu que atendeu o cara e que insistiu muito para falar com ele, mas disse que não falou nada que não fosse republicano.”
Ainda de acordo com Mansur, a partir da manifestação do presidente sobre a negativa de que renunciará ao mandato, a discussão agora terá como foco a necessidade de se remontar a base aliada na Câmara.
Um dos cargos que poderá ser usado nessa negociação será o de ministro da Cultura. O titular da Pasta, Roberto Freire (PPS), já anunciou ter entregue o cargo, em razão das denúncias de corrupção contra Temer.
